29 de abril de 2011

Caos na saúde pública e desperdício de medicamentos em São Sebastião

Mais um retrato que nos indigna em relação ao verdadeiro descaso e ao inconveniente tratamento que nossas autoridades dispensam à saúde pública no Distrito Federal, notavelmente em São Sebastião-DF, cidade  que tem aproximadamente 120 mil habitantes, mas que ainda não contal com nenhum hospital. A UPA, recem-entrege, está fechada por falta de funcionários e por lá o movimento mesmo, ao que se ouve e se ver, é so de moscas, baratas e ratos, que já começaram a infestar o local.

Meu caro governador, o senhor como médico-político e vice-versa, prometeu realizar uma verdadeira revolução na área de saúde do DF. Estamos no aguardo. Já está passando da hora de arrumar a casa. Ou vai mesmo esperar  mais cem dias de governo para fazer , de última hora, avaliações dos saldos positivos e negativos de sua gestão?

Não faça do seu belo discurso um montoado de palavras insípidas, inodoras e incolores, que  em se tratando de palavra dada não se volta atrás. Não deixe que o seu discurso seja um e a prática, outra. A saúde está na forca de pés e mãos atados e grita por socorro! Sei muito bem que o GDF não irá chorar a desgraça alheia de milhares de pacientes que amargam horas intermináveis nas filas de hospitais, as filas da morte,  se ao menos a máquina pública funcionasse minimamente que fosse,  não precisaríamos nos preocupar em ter o desprazer de  repetir aos quatro ventos o velho e conhecido ditado: agora é tarde, Inês é morta.



Vídeo: Vía TV Brasilia

27 de abril de 2011

I Encontro de Educação Popular: Orientando a construção de Políticas Públicas

CONVITE

Data: Neste sábado, 30/4/2011
Horário: 8h30 às 13h00
Local: Escola Classe 104, (Qd 104 Conj. 01 Lote 01, Setor Residencial Oeste)

Objetivo: reunir os diferentes agentes sociais de São Sebastião para iniciar a discussão sobre a implantação das políticas públicas de assistência social e suas possíveis interfaces com as demais políticas já existentes.

Sua participação é fundamental! Estamos te aguardando.

Esta é uma iniciativa das seguintes entidades:

Fórum Permanente de Entidades Sociais de São Sebastião
Rede Intersetorial
Sec. de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda – SEDEST
Centro de Referência da Assistência Social de São Sebastião - CRASS

Contatos:

forumsaosebastiao@gmail.com

Paolo - 9635-5566
Beto - 8423-2377
Onésia - 8526-1565

26 de abril de 2011

Deputados distritais promovem gastança com o dinheiro público


Luísa Medeiros
 
Os eleitores que desejam acompanhar na internet os gastos dos distritais com a verba indenizatória — recurso mensal que pode ser utilizado para pagar despesas decorrentes da atividade parlamentar, como aluguel de escritório político, serviço de consultoria e pesquisa, transporte e hospedagem, entre outros — vão ter que esperar. O espaço reservado para a prestação de contas dos deputados, localizado na área Transparência do site da Câmara Legislativa, acomoda apenas informações da gestão passada. Dos 14 distritais listados, somente cinco fazem parte da atual legislatura. Desses, quatro não apresentaram os comprovantes fiscais dos gastos feitos no primeiro trimestre de 2011.

O jeito é fiscalizar o uso do dinheiro público pelo Diário da Câmara Legislativa. Ontem, foi publicado o demonstrativo consolidado de março. O Correio resgatou os gastos registrados em janeiro e fevereiro deste ano para fazer o balanço trimestral (veja quadro). Os deputados podem gastar, por mês, até R$ 11.250,00. O saldo não utilizado fica acumulado para o mês seguinte, dentro do limite de 90 dias. Ou seja, a cada três meses a conta é zerada. O dinheiro é reembolsado a partir da apresentação e aprovação das notas fiscais de serviços prestados ou de produtos comprados.

No topo da lista do uso da verba indenizatória está o deputado Rôney Nemer (PMDB). Ele utilizou R$ 32.190,00 dos R$ 33.750,00 disponíveis nos primeiros três meses. O gasto mais alto foi com combustível e lubrificantes: R$ 14,100,00. O suficiente para comprar 4,7 mil litros de gasolina, se considerar o preço unitário de R$ 3. Em um carro com média de consumo de 10 quilômetros por litro, seria possível rodar 47 mil km. Ou seja, com o valor consumido pelo peemedebista, estaria garantida uma volta ao mundo. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do deputado informou que “o combustível não é gasto apenas pelo veículo utilizado pelo parlamentar, mas também com outros carros usados no suporte do trabalho”.

Um erro de informação colocou o deputado Olair Francisco (PTdoB) no último lugar do ranking. Nos demonstrativos, ele não teria gasto nenhum centavo da verba. Questionado pelo Correio, Olair se explicou. “Abri mão da verba em janeiro, mas usei quase R$ 7 mil com aluguel e serviços de gráficas. Coisa pública não pode ter erro”, criticou. O vice-presidente da Câmara, Dr.Michel (PSL), disse que a prestação de contas dos deputados na internet será normalizada até amanhã. 
 
Via Correio Web:

Publicação: 26/04/2011 08:00

Morro Azul, em São Sebastião, é o retrato do descaso e do abandono

Na pequena comunidade localizada na entrada da cidade, os moradores reclamam da sujeira, do mato alto e do descaso, principalmente com os espaços destinados ao lazer da criançada.
Sem um lugar adequado para jogar bola,
as crianças brincam em um espaço improvisado no Morro Azul

O descaso no Morro Azul, uma localidade na entrada de São Sebastião, está diante dos olhos de todos que passam por lá. O campo de futebol, feito por administrações anteriores, fica vazio porque está abandonado e não tem nem sequer traves do gol. O mato cresceu em volta e moradores contam que os órgãos do GDF não podam as plantas desde 2009. A poucos metros, uma área pública virou depósito de entulho. No mesmo lugar, o esgoto transbordou e deixou marcas de sujeira no chão. O campinho improvisado, onde as crianças brincam, recebe o cuidado dos pequenos moradores, com 11 e 12 anos. São eles que semanalmente passam o rastelo e a enxada para manter o local limpo.

De acordo com a administração da cidade, todos os problemas foram avaliados na semana passada. Alguns projetos estão em fase de elaboração, embora não tenham data prevista para início ou término. Enquanto isso, quem vive na região se habitua a ver as roupas dos vizinhos penduradas nos arames farpados, no meio da rua. A ideia foi dos moradores das casas de esquina. Não há fiscalização na área para lher mostrar que a atitude é irregular.

O professor Getúlio Francisco, 25 anos, vive na Quadra 11, em frente ao terreno do entulho, das roupas penduradas e do campinho improvisado. Ele reclama da falta de cuidado do governo e assegura que, se há alguma coisa sendo feita no Morro Azul, o mérito é da comunidade. “Ninguém toma conhecimento de nada. A nascente que tem aqui perto é preservada por uma moradora. É ela quem compra as flores e pediu as placas da administração para não jogarem lixo na água”, conta.

Ele também se preocupa com a segurança dos meninos que brincam todos os dias na terra. “O campinho de futebol está cheio de caco de vidro, os garotos vivem se machucando ao cair nessa terra.” As próprias crianças dizem que nunca receberam ajuda. Até quando as árvores foram podadas, há dois anos, foram eles próprios que recolheram os galhos que ficaram no chão.

Destruição
A empregada doméstica Maria Moreira Lopes mora na mesma casa há 20 anos. No fim de semana, ela descansa do lado de fora do portão, sentada em uma cadeira de frente para o antigo parquinho. Dentro do cercadinho, onde, segundo ela, havia brinquedos funcionando há cinco meses, hoje, só há destroços. “Eu estava aqui quando veio um trator da administração para derrubar tudo. Disseram que ali seriam colocados aparelhos de ginástica, mas ninguém nunca mais voltou.”
Moradores se queixam que o parquinho se tornou uma área de perigo

Maria conta que os moradores reergueram o que sobrou. “Nós demos um jeito de não ficar tão perigoso, porque as crianças continuavam lá, mexendo nos ferros”, lembra. A administradora Janine Rodrigues Barbosa conta que está a par da situação. “Nosso projeto para esta área é feito em parceria com o Jardim Botânico. Eles irão nos ajudar a implantar uma praça, um espaço de convivência onde está o entulho. As mangueiras que estão em volta são lindas e precisam ser mais bem aproveitadas, para criar um espaço para a comunidade.”

Ela assegurou que a roçagem seria feita esta semana. Os destroços que sobraram no parquinho também deveriam ser retirados com urgência, mas até hoje os moradores não viram nenhuma mudança. O projeto de melhorias inclui uma praça, a ser construída onde há a nascente. “A gente percebe que falta consciência dos moradores, da comunidade. Eles têm de entender que o espaço é público e precisa ser preservado”, completa.

Iniciativa
Há registros de diversas tentativas de preservar a nascente do Morro Azul. Em 2007, o servidor público José Carlos Maciel adotou a causa. Na época, ele plantou 50 mudas de vegetação nativa e fez um mutirão para limpar a área. Dois anos depois, voltou ao local e encontrou mato alto, sacolas plásticas e garrafas de vidro.

Via Correio Braziliense

25 de abril de 2011

Conferência Distrital da gestão democrática da educação resgata as boas práticas do ensino público no DF e coloca como necessidade vital o empoderamento da comunidade escolar na construção coletiva de uma educação cidadã.



Por Francisco Neri
Na última quarta-feira (20/04) foi realizada a Conferência Distrital da Gestão Democrática da Educação no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, das 09 às 18h. O governador Agnelo Queiroz participou da abertura e ressaltou a importância da iniciativa ao elogiar os resultados positivos das conferências já realizadas. Agnelo também declarou o seu compromisso com a educação e homenageou os professores. “Valorizar aqueles que cuidam das nossas crianças é fundamental e resgatar o orgulho de viver em Brasília passa pela profunda transformação do nosso sistema educacional”, destacou o governador.
Também estiveram presentes à Conferência a secretária de Educação Regina Vinhaes, o secretário adjunto Erasto Fortes, a secretária da Secretaria da Mulher Olgamir Amâncio, a deputada distrital Rejane Pitanga, a diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) Berenice Darc, o diretor do Sindicato dos Auxiliares em Educação (SAE) Denivaldo Alves, o diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), André João, representantes do Fórum GTPA e os representantes das 649 escolas públicas da Rede de Ensino do DF.
Na primeira parte da conferência, os participantes, de forma geral, salientaram os avanços obtidos ao longo dos últimos dois meses, período em que foram realizadas plenárias em todas as Diretorias Regionais de Ensino com o objetivo de promover o debate sobre as propostas para a elaboração de um documento que sintetizasse a proposta de Gestão Democrática da Educação. Dentre algumas mudanças, o documento enfatiza a ação efetiva dos Conselhos Escolares, a criação de Conselhos Regionais nas DREs e de um Fórum Distrital de Educação, além de prevê como política de Estado a Gestão Democrática, a transparência e a autonomia da escola pública.
O momento serviu também para se aprofundar o debate sobre gestão administrativa e financeira, além da contratação de pessoal na rede de ensino. Para Regina Vinhaes, o esforço conjunto de toda a comunidade de Brasília em repensar a gestão democrática da educação sinaliza que o processo de ensino se constitui em uma responsabilidade de todo cidadão. “Garantir que todos tenham ampla participação nos processos de decisão dentro da escola não é apenas um direito democrático, mas condição para uma democracia plena”, esclareceu a secretária.

Boas práticas 
A deputada Rejane Pitanga resgatou as boas experiências do GDF na educação à época do governo Cristóvão Buarque. ”Temos a obrigação moral de fazer um projeto que devolva o caráter público à escola e que garanta à comunidade escolar o papel de sujeito dos processos de decisão na educação”, enfatizou a parlamentar.
“Estamos incumbidos de consolidarmos uma concepção de educação, concebida como direito de cada cidadão”, defendeu a secretária da mulher, Olgamir Amâncio. A secretária chamou a atenção para o fato de a categoria dos professores ser composta por mulheres, o que exige que o processo de gestão democrática do ensino contemple o respeito à diferença de gênero. ”É um desafio enorme trazermos as mulheres para o centro do debate escolar em nome da emancipação feminina”, concluiu.
Erasto Fortes fez um histórico da Educação no Brasil, destacando a relevância de se construir um documento pautado na efetiva participação da comunidade escolar. Para ele, o processo republicano não “republicalizou” o sistema de ensino. “Este momento é histórico. É uma tentativa de resgate da gestão democrática em nosso país e no DF”, salientou.
O diretor nacional da União Nacional dos Estudantes Secundaristas – UBES- salientou as ações afirmativas do movimento estudantil e destacou a necessidade de uma maior valorização e empoderamento dos grêmios, dos conselhos escolares e da comunidade. Defendeu, ainda, uma educação pública de qualidade, além do processo de eleição direta de diretores.

O debate
Na segunda parte da conferência, cada professor recebeu uma cópia da proposta e após a leitura na íntegra, abriu-se a plenária, onde os participantes puderam debater e apontar sugestões para a implementação do projeto. Muitos pontos foram apresentados, como a eleição direta dos diretores das regionais de ensino; os mecanismos de controle social e de acompanhamento da gestão democrática; o direito dos professores temporários participarem da eleição dos conselhos; o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares; a discriminação e o preconceito existentes contra a pessoa negra nos sistemas de ensino público e privado e a inclusão obrigatória da disciplina História e Cultura Africana e Afro-brasileira no currículo escolar; autonomia financeira, Orçamento Participativo nas escolas, etc.
A versão final do documento será encaminhada a uma comissão composta por representantes da SEDF, da Assessoria jurídica da SEDF, do Sinpro e do SAE. Na sexta-feira (29) o Projeto de Lei será encaminhado à Câmara Legislativa para ser votado.

23 de abril de 2011

Música é um dos sete novos conteúdos obrigatórios nas escolas

Conselheiros Nacionais de Educação dizem que só transversalidade das disciplinas permitirá introduzi-los


Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 23/04/2011



Nos últimos quatro anos foram acrescentados ao currículo da educação básica mais sete conteúdos obrigatórios. Em 2007, uma lei introduziu direitos das crianças e dos adolescentes. Em seguida, em 2008, entrou história e cultura afro-brasileira e indígena. Logo depois, vieram filosofia e sociologia – estas como disciplinas para o ensino médio – e, ainda naquele ano, música. Em 2010, uma emenda somou artes regionais e um decreto estabeleceu educação financeira.



Para cada novo componente foi dado um prazo de adaptação válido para escolas públicas e privadas. A obrigatoriedade do ensino de música começa no próximo mês de agosto, mas o Ministério da Educação (MEC) criou apenas este mês um Grupo de Trabalho para estabelecer a metodologia de implantação do conteúdo. Enquanto isso, algumas redes contrataram profissionais, outras investiram em projetos fora do horário de aula e a maioria ainda não se adaptou.


Pela lei, não é necessária uma disciplina para música, mas apenas a introdução de conteúdos. Dessa forma, diferentes professores poderiam introduzi-la dentro ou fora do horário de aula.


Liane Hentschke, professora de educação musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – instituição que é referência na área no País – defende que o mínimo seja um educador com formação específica e equipamentos musicais. “Dá para começar com o laboratório de informática e trabalhar softwares musicais com os quais as crianças já estão habituadas fora da escola, mas é importante ter um professor com consciência dos objetivos e que saiba introduzir outras músicas” afirma, acrescentando que depois de alguns meses também será necessário apresentar instrumentos.


“É preciso ter pelo menos aparelho de som, DVD, televisão, instrumentos de percussão, de corda, tambores e chocalhos. Para usar a voz, é preciso um profissional que entenda de canto, não é só cantar”, explica.


Ainda assim, ela defende que a música não ocuparia o tempo das disciplinas já existentes, pelo contrário, ajudaria a melhorar a compreensão delas. “Contribui para as capacidades de leitura, comunicação, sociabilidade, ouvir o outro, lógica, interpretação e ainda pode ser uma forma de incluir deficientes diversos”, argumenta.

Solução é integrar

A integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Clélia Brandão, lamenta que o estabelecimento de obrigatoriedade seja traduzido como um imposição de um componente sem conexão com os demais. “A música é fundamental desde a Grécia antiga e queríamos garantir que ela fizesse parte da formação dos jovens, ela agrega e serve para tornar a escola atraente. Agora vemos redes pensando no que dar de forma isolada, por série ou fora do contexto das outras áreas, isso é um modelo falido”, diz.


Queríamos garantir que a música fizesse parte da formação por agregar e tornar a escola atraente. Agora vemos redes pensando no conteúdo de forma isolada, por série ou fora do contexto, isso é um modelo falido"
Para ela, a música deveria integrar turmas diferentes e fazer parte de projetos com conteúdos de várias áreas. “A gente tem sido tradicionalista, tratando o aprendizado como uma série de pedacinhos, isso torna difícil acrescentar algo novo, a sonoridade deveria ajudar a unir e não entrar como outro conteúdo separado”. Ela espera que a equipe formada este ano possa esclarecer este “mal entendido”. “A escola tem que ousar ou estamos perdendo tempo.”

Outro conselheiro, José Fernandes Lima, critica a criação de muitos conteúdos novos. Relator de uma proposta de mudança no ensino médio que daria autonomia às escolas para montar suas grades curriculares, ele diz que os conteúdos devem ser dados de forma integrada e que o próximo passo seria tornar mais difícil a imposição de componentes. “Precisa estabelecer que direitos humanos são conteúdo? E educação a favor da diversidade? São coisas que a escola precisa ensinar pelo exemplo e o tempo todo, casos assim não devem ser colocados como componentes sob o risco de serem tratados apenas na aula específica do assunto.”

19 de abril de 2011

Violência nas escolas é tema de Audiência Pública no Senado

Imagem do Google.

Em Audiência Pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nessa segunda-feira (18), o fenômeno da violência nos espaços escolares foi debatido por professores, estudantes, representantes de órgãos públicos e especialistas no assunto. Os participantes chegaram ao consenso de que combater o problema com medidas repressivas não funciona e que é preciso mais investimentos em educação.

Paolo Fontane, representante da UNESCO no Brasil, lamentou que a violência ainda se constitua em um fenômeno social que impede o acesso de milhares de crianças e adolescentes à educação. Segundo ele, no Brasil, 35% dos homicídios são cometidos por jovens. E alertou: “As crianças que sofrem os mais variados tipos de violência fora da escola correm o risco de trazerem essa mesma violência para o ambiente escolar”. Como conseqüência, o desenvolvimento da personalidade, a saúde física, mental e emocional são drasticamente afetados.
Ainda de acordo com Fontane, “o problema está presente nas áreas mais pobres e desassistidas do planeta, onde o sentimento de exclusão é maior. Porém, estudos comprovam que as escolas que mantêm maior vínculo com as comunidades locais, professores que estabelecem diálogo com seus alunos e estudantes que têm o sentimento de pertencimento comunitário representam fatores positivos no enfrentamento da violência.
Antônio Lisboa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), destacou a necessidade de se construir uma cultura da paz na sociedade para depois se pensar uma escola de paz. “Fechar as portas das escolas para alguns porque apresentam o problema “a” ou “b”, não resolve. O caminho é a abertura cada vez maior e a consolidação de uma forte relação com a comunidade. Estamos lidando com um problema social, portanto, um problema de todos”, ressaltou Lisboa. E complementou, dizendo que “é preciso que a escola seja o resultado da convivência positiva dos alunos na sociedade”.
Combate ao Crack
Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo, diante da escalada de atos tão violentos e a cada dia mais trágicos nos espaços escolares, a exemplo do atentado de Realengo, é fundamental desenvolver e aperfeiçoar os recursos psíquicos da comunidade escolar, em especial dos docentes que, segundo ele, não estão minimamente preparados para lidar com esse tipo de situação e muitos menos para identificar os comportamentos indicadores de algum transtorno, como o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), o Transtorno Bipolar, entre outros.
Antônio Geraldo destacou que o combate à violência passa necessariamente pelo combate ao comércio e consumo de drogas, especialmente o crack, droga responsável pelo maior número de mortes entre a juventude brasileira. É preciso também combater o preconceito e os estigmas alimentados contra àqueles que exercem a psiquiatria no país. O especialista chamou a atenção para outro agravante do fenômeno da violência – o bullying e conclamou o apoio de todos à campanha “craque que é craque não usa crack”, a ser lançada nacionalmente, em breve.
Educação deve ser prioridade
O Senador Paulo Paim, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, destacou a importância em continuar debatendo o assunto e que a escolha do tema aconteceu antes do massacre das crianças em Realengo no Rio de Janeiro. O Senador enalteceu a presença na audiência do Coordenador de Educação na UNESCO, Paolo Fontane, do presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Dr. Antônio Geraldo, do professor Antônio Lisboa, representante da CNTE e do Dr.  Luciano Wagner Guimarães Lírio,  Presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Os alunos do Centro de Ensino 4 do Guará participaram da audiência como convidados representando os estudantes de escolas públicas do País.
Participaram também da Audiência Pública, a Diretora do Sinpro/DF, Rosilene Correa; a Subsecretária para Educação Integral, Cidadania e Direitos Humanos do Distrito Federal, Gícia de Cássia Falcão e Yann Evanovick, Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES.
Para Rosilene, o que se gasta atualmente em segurança e leis punitivas poderia ser investido em educação.” A violência escolar é um problema social, portanto o Estado não pode se eximir desta responsabilidade”, afirmou a diretora.
Segundo Yann Evanovick, a escola vive o seu momento de maior crise e precisa urgentemente passar pela reafirmação de valores coletivos e humanos. Ele cobrou que o governo invista mais de 5% do produto interno bruto (PIB) na educação. “Ao destinar apenas 5% do PIB ao setor, o governo demonstra que a educação não é prioridade no país – disse. O estudante lembrou que o Congresso Nacional deverá examinar este ano o Plano Nacional de Educação, que tem como objetivo determinar o que será aplicado no setor até 2020.
- Estamos no ano que pode ser decisivo para os próximos dez anos. É o ano que o Estado brasileiro pode dizer: nós podemos investir um pouco mais em educação – alertou.
Gícia de Cássia relembrou que a diversidade foi o tema colocado em pauta pela Secretaria de Educação do DF para o ano de 2011. “O respeito a todo e qualquer tipo de diversidade é essencial no combate ao preconceito e à violência, até porque a escola não gera de violência. A sociedade é que é violenta”, disse ela.
Precisamos realizar um amplo debate da gestão democrática nas escolas, fortalecer os grêmios estudantis, empoderar a nossa juventude e proporcionar-lhe cultura, esporte e lazer. Só assim combateremos essa doença social chamada de violência, completou a subsecretária.
Com informações de Francisco Neri

15 de abril de 2011

CONVITE

O Instituto Marista de Ação Social – IMAS convida todos a participarem da Oficina "A Arte como Caminho de Formação Humana e Cidadã" 

Dia: 14 de maio de 2011 (Sábado)  
Horário: 9h às 17h
Local: PROMOVIDA Rua do CAIC, 270 - Centro -  São Sebastião - DF - Telefone: (061) 3335 7031.
Preencha a ficha de inscrição abaixo (copie e cole no word e depois envie para forumsaosebastiao@gmail.com )



FICHA DE INSCRIÇÃO OFICINA DE ARTE - A ARTE COMO CAMINHO de FORMAÇÃO HUMANA E CIDADÃ, em SÃO SEBASTIÃO
Em: 14 de maio de 2011 – PROMOVIDA – 9h às 17h
(Por gentileza, preencher os dados corretamente para a elaboração dos certificados)

Nome Completo:
Endereço:

Telefone de Contato:

Celular:

E-mail:

Nome da Instituição:

Endereço da Instituição:

Telefone da Instituição:

Existe em sua entidade aulas ou oficinas de Música, Teatro, Dança ou Artes Visuais?

Há intenção de implementá-las?

Qual a faixa etária média dos seus educandos?


FAVOR ENVIAR ESSA FICHA PREENCHIDA PARA: forumsaosebastiao@gmail.com ou entregar em mãos
até dia 29 de abril de 2011.

14 de abril de 2011

Programa Alternativo destaca os diversos projetos da Escola São Francisco

O Programa Alternativo exibido no último  dia 22 de março  abordou alguns projetos desenvolvidos no Centro de Ensino Médio 01, Escola São Francisco de São Sebastião. Lá existem 40 projetos em andamento, sendo o carro chefe o projeto: "Mediação de conflitos", cuja finalidade é resolver por meio do diálogo os conflitos sem a necessidade de punição, fazendo com que o ambiente escolar fique mais atrativo e respeitoso, tanto para alunos quanto para professores. Esse projeto conta com a parceria do Instituto Pró-Mediação sem fins lucrativos e tem apresentado mudanças reais no comportamento dos alunos.


A diretora da Escola, Ghisa Porto, destaca que "esses avanços não significam que não tenhamos problemas, mas mudamos a maneira de resolvê-lo". Vários outros projetos também são destacados no Programa Alternativo, como: a confecção de bonecos, teatro, dança, xadrez, pintura em tela, aulas de violão, plantio de horta e até um viveiro que funciona em parceria com a Embaixada da Holanda.

O programa, apresentado pelo SBT, é transmitido aos sábados, às 13h15 e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser enviadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Oficinas Populares de Captação de Recursos do Fundo de Apoio à Cultura - FAC


Oficinas gratuitas de caráter continuado, voltadas para o público local: artistas, militante e produtores culturais, que queiram capacitar-se na elaboração de projetos artísticos e culturais. As oficinas presenciais ocorrerão em cinco cidades do DF: Itapoã, Paranoá, São Sebastião (2 turmas), Ceilândia e Recanto das Emas.
 
Patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF, o projeto tem por objetivo: Contribuir para a compreensão dos movimentos históricos que levaram à criação do FAC; Orientar produtores e artistas locais, quanto à elaboração e execução de projetos que visam garantir assistência cultural, para a redução das desigualdades de acesso à cultura; Formar pessoas capazes de elaborar e executar projetos para o FAC, acompanhando-as desde o cadastramento do CEAC (Cadastro de Entes e Agentes Culturais do DF) até a apresentação do projeto; Incentivar, capacitar e orientar os artistas e produtores de cinco das cidades a se cadastrarem no CEAC e a elaborarem projetos para o FAC; Fornecer informações necessárias à elaboração de um bom projeto cultural; Prestar assistência e orientação por meio do grupo de discussão, das reuniões on line e promover o intercâmbio e a interação cultural entre os alunos das oficinas das cidades contempladas.

Inscrições pelo site: http://www.culturanaveia.com.br/ (São Sebastião até 15/04)

As oficinas acontecerão em 3 módulos:

Módulo I: Como e por quê se cadastrar no CEAC (para pessoas que ainda não conhece o FAC e ou não tem o cadastro);
Módulo II: Elaboração de Projetos (Como o edital deste ano vai abril em maio, dá tempo das pessoas fazerem seus projetos com orientação);
Módulo III: Como prestar contas (Ensinas as pessoas a prestarem contas de acordo com o projeto elaborado).

Contato:
Claudia Almeida
3036-1266/9170-3902
 

A PAZ E A ESPERANÇA VENCERÃO O MEDO E A MORTE.

     Já estamos cansados de conviver com cenas de violência em nossa sociedade. A violência está por toda a parte, seja no lar, seja no bairro, seja no trabalho, seja em festas, diversões, e agora se mostra presente na escola também.
      O mundo está chocado e horrorizado com o que aconteceu naquela escola na cidade de Realengo no estado do Rio de janeiro. Várias crianças tiveram suas vidas ceifadas por um jovem desequilibrado que foi a escola com a intenção de aniquilar aqueles jovens inocentes e indefesos. Muitas perguntas estão sendo feitas no sentido de buscar respostas para tamanha barbárie. Vou levantar um questionamento um tanto quanto importante: O que levaria um jovem a cometer um ato cruel e tão repugnante?
     Para se ter uma resposta clara dessa pergunta, só fazendo uma leitura da atual conjuntura familiar de nosso país, e ai somos obrigados a fazermos outro questionamento: Que tipo de família nós temos? Em sua grande parte vemos famílias totalmente desestruturadas, pais separados, clima de guerra dentro do lar, pais e filhos que não buscam o entendimento, adultério e a falta de carinho e atenção, entre ambos dentro de casa, se tratam como se fossem estranhos, com uma frieza inconcebível, atípica a seres humanos que, por natureza, são agraciados com o amor de Deus.
     Muitos culpam o governo por haver tantas famílias em processo de destruição. Concordo em parte com essa afirmação e credito ao governo sua parcela de culpa. Entretanto, o maior culpado pelo o que há de errado na família somos nós próprios. Para se ter uma idéia da gravidade dessa situação, se nós não fizermos a nossa parte dentro de nosso lar, o governo não poderá entrar lá para fazer. Temos que ter a consciência de que as famílias são a base de um país. Famílias fortalecidas são sinônimo de um país próspero.
Voltando a questão da violência, vamos abordar a situação local. Vamos falar de nossa cidade São Sebastião, que no dia 03/04/2011, teve um domingo sangrento, com ocorrências de homicídios em alguns bairros. É aquela velha situação das brigas de nossos jovens envolvidos em gangues e tráfico de drogas. Esse problema já ficou tão banal que algumas pessoas já lidam com naturalidade quando há confronto entre as gangues e alguns de nossos jovens perdem o que há de mais precioso em si: a vida.
     Como sociedade civil organizada, temos que nos mobilizar para exigir o fim dessa situação que afeta a comunidade como um todo. Somos na grande maioria em São Sebastião, cidadãos e cidadãs de bem, pessoas cumpridoras de nossos deveres perante a lei. Não vamos aceitar que uma pequena parcela da população, que por algum motivo injustificável, prefere viver na criminalidade praticando os mais diversos ilícitos. Não vamos permitir que furtem os nossos sonhos, a nossa alegria de viver e a nossa paz.
     Ainda há uma luz no fim do túnel! Há esperança, sim. Temos sangue novo na força policial de nossa cidade. O Delegado-Chefe da 30º DP, Maurílio Rocha, e o Tenente-Coronel Lúcio César, comandante do 21º BPM, estão bastante empenhados e trabalhando diuturnamente com suas equipes de guerreiros e defensores da sociedade, para proporcionar ao nosso povo dias de paz e de tranqüilidade, que nossa gente tanto merece!
     A mensagem que o atuante Jornal Daqui deixa para a comunidade é a seguinte: amem mais uns aos outros, sejamos mais compreensivos, mais generosos, mais carinhosos, ajudemos mais o nosso próximo, vamos sorrir mais, dançar mais, cantar mais, praticar esportes, orar e rezar mais, abraçar mais, fazer trabalhos voluntários.  Então, estamos combinados. Tudo de bom e vamos fazer mais, mais, mais e muito mais, e assim mudaremos a realidade do nosso lar, do nosso bairro, do nosso Estado, do nosso País e até do mundo. Só o amor tem o poder de transformação, e crendo nisso vamos exercer em sua plenitude o amor que Jesus cristo cultivou em nosso coração ainda no ventre de nossa mãe. Ame a Deus e ame o seu próximo como a si mesmo e assim seremos felizes e viveremos num mundo de paz e harmonia.
Por Rumaldo Filho (Junior do Jornal Daqui)

10 de abril de 2011

CONVITE: Lançamento da Frente Parlamentar Mista dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente


As Deputadas Erika Kokay (PT/DF) e Tereza Surita (PMDB - RR), e a senadora Lídicei Mata (PSB/BA) têm a honra de convidar a todos para o evento de lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente que acontecerá nesta terça-feira, dia 12 de abril, às 17h30, no PLENÁRIO 08 DO ANEXO II - DAS COMISSÕES, CÂMARA DOS DEPUTADOS.


Com o início da legislatura de 2011/2015 paralamentares se unem para fortalecer ainda mais a defesa dos direitos da criança e do adolescente no Congresso Nacional.  Consolidando a experiência da Frente Parlamentar Mista, as deputadas Erika Kokay (PT/DF) e Tereza Surita (PMDB - RR), e a senadora Lídicei Mata (PSB/BA) lançam a Frente, que passa a chamar-se Frente Parlamentar Mista dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente.

As pautas prioritárias desta Frente são o combate ao trabalho infantil - aprovação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as piores formas de trabalho infantil, o combate a exploração sexual infantil, o Plano Nacional de Educação (PNE) e o não rebaixamento da idade penal, entre outras. Fazem parta da Frente entidade que trabalham na área de promoção da criança e do adolescente.

Saiba Mais

A primeira Frente Parlamentar voltada para a promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente nasceu em 1993. Um grupo de deputados e senadores como o forte apoio da sociedade civil criaram a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente no âmbito do Congresso Nacional.
Desde seu início a Frente vem acompanhando os projetos de leis referentes à promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, que tramitam em ambas as casas. Esta Frente debateu  projetos como a extensão da licença maternidade de 4 para 6 meses, que ajudou a aprová-la. Esta lei está vigente desde 2010 no país.

Transporte público para a população do DF segue caótico


Davi Ferreira: "A passagem é cara, os ônibus atrasam e só circulam cheios"

Além da implantação do VLT, a expansão do Metrô faz parte dos planos do governo para tentar melhorar o sistema de transporte público da cidade. “Criaremos mais de 6km de linhas. Tudo isso faz parte de um projeto de investimentos de R$ 2,4 bilhões em transporte e mobilidade urbana nos próximos quatro anos”, promete Agnelo.

Até agora, nenhuma das medidas teve efeitos práticos. O recepcionista Davi Batista Ferreira, 28 anos, mora em Santa Maria e trabalha no Setor Hoteleiro Sul. Diariamente, ele precisa pegar a linha 270, que segue lotada da Rodoviária até a casa do rapaz. “A passagem é cara, os ônibus atrasam e, para piorar, só circulam cheios. Depois de um dia de trabalho, preciso passar mais de uma hora em pé e espremido. Isso é um desrespeito completo com a população”, reclama Davi.

Na área de urbanização e de obras, o governo recuperou a pavimentação de vias, reformou praças e cortou gramados abandonados. Em Vicente Pires, onde as ruas estavam tomadas por buracos, as condições de tráfego estão bem melhores para os motoristas. Mas os moradores cobram medidas mais efetivas. “Não adianta só cobrir buraco porque o trabalho vai embora na primeira chuva. Sem fazer o sistema de drenagem, todo o trabalho será em vão”, diz a comerciante Maria Lúcia Jesus Alves, 48 anos. Ela tem um bar na Rua 8 de Vicente Pires, que está coberta de lama. “Eles fazem o asfalto, mas ele não dura nada”, reclama.

Regularização
A população da cidade também está apreensiva por conta de outro problema: a regularização fundiária. “Moro aqui há 10 anos e sonho com isso. Acho que a cidade vai melhorar muito com a regularização. Quero ter a documentação do meu terreno”, cobra a dona de casa Geralda Vieira Lins, 63 anos.

Já a população do Sol Nascente, em Ceilândia, tem motivos para comemorar. A primeira etapa do setor foi regularizada no mês passado. A população agora torce pelo início das obras de infraestrutura. “Esperamos muito por isso. Precisamos da escritura, mas necessitamos mais ainda do asfalto e de construções, como postos de saúde”, comenta a dona de casa Nicilene Antônio Dias, 34 anos, que mora com a irmã Regina, 21.(HM)

Helena Mader
Publicação: 10/04/2011 (Correioweb)

7 de abril de 2011

Conferência Regional de Cultura é um sucesso: Maior número de delegados eleitos do DF é de São Sebastião

Postado por Radicais Livres
 
Além da vitória da comundiade, os Radicais conseguiram conquistar uma vaga no Conselho Regional de Cultura e eleger três delegados radicalistas!


Com a presença de mais de 300 participantes, a Região Administrativa de São Sebastião teve até agora, o maior número de delegados eleitos para representar as propostas da cidade para a cultura na III Conferência Regional de Cultura, realizada na noite de terça-feira(5/04), no Centro Educacional São Francisco(Chicão). Foram 33 delegados eleitos, 17 a mais que a maior cidade do DF, Ceilândia, com apenas 16 representantes. Outra vitória foi a eleição do Conselho Regional de Cultura, com quatro representantes da sociedade civil titulares e quatro suplentes. A Conferência teve ainda o maior número de inscritos, totalizando 405. Outro importante passo foi a construção coletiva das mais de 40 propostas com participação de todas as pessoas nos quatro eixos temáticos da III Conferência, que ocorrerá para todo o DF em 29 de abril próximo.

Vinícius Borba, Conselheiro eleito com mais votos ao lado do representante da Secult, Nelson Gilles

Para o coordenador do Núcleo de Políticas Culturais e Descentralização da Secretaria de Cultura, Nelson Gilles, a atividade realizada foi bem sucedida. “Um resultado maravilhoso, exemplo de maturidade, apesar da gurizada que participou como maioria na atividade. É sinal que cultura deixou de ser apenas entretenimento mas passou a ser um direito que as pessoas tem, de se emocionar, se apresentar e também que seja um meio de renda, de trabalho”, refletiu Gilles.

Por volta das 18h30 começaram as inscrições dos participantes que ainda não haviam se credenciado, e logo depois todos foram divididos nos quatro grupos que debateram as propostas previamente construídas pelo Fórum de Cultura de São Sebastião e também puderam fazer novas propostas. Antes desta Pré-Conferência, houve três encontros realizados pelo movimento cultural da cidade para realizar um debate mais aprofundado sobre as discussões da comunidade.

As propostas foram criadas baseadas nos quatro eixos temáticos propostos pela organização da Conferência, sendo eles os eixos A - Diversidade, Descentralização e Democratização, B - Economia da Cultura, C - Patrimônio Cultural e Arquitetura e D - Formação e Intercâmbio Cultural. Cada grupo com média de 40 a 80 pessoas debateu e propôs abertamente discussões e soluções sobre a realidade cultural de São Sebastião e do DF. Discussões como a utilização dos espaços públicos da cidade para a cultura, a necessidade de cursos de formação em artes e empreendedorismo cultural e as relações do mercado com a cultura foram bastante debatidos, além da importância do apoio mútuo entre as áreas, como educação, segurança e cultura.


Conselho Regional de Cultura eleito: Fiscalizar é preciso

Num segundo momento, depois do fim das plenárias temáticas, houve a realização das votações de Conselheiros Regionais de Cultura e Delegados da Conferência, representando São Sebastião.

Para o candidato mais votado dentre os novos Conselheiros com 170 votos, Vinícius Borba, a participação da juventude e dos movimentos culturais da cidade foram uma grande vitória. “Ter tantos jovens com sede de participação política nas decisões sobre nossa cultura demonstra que sempre houve essa vontade. Nossa comunidade não teve o maior número de participantes à toa. Temos tradição em participação popular e vamos continuar essa construção. Quanto ao Conselho, queremos ampliar o diálogo por meio do Fórum de Cultura da cidade para fiscalizar as ações do Gerente de Cultura local e evitar tantas irregularidades quanto vimos nos anos passados. Se continuar a corrupção no poder, mais jovens nossos podem morrer nas drogas e armas. Isso tem que parar”, disse o novo Conselheiro, que deve ser empossado com os demais na Conferência do DF.
 
Os Conselheiros serão responsáveis durante os próximos dois anos de fiscalizar e planejar diretrizes para a gestão do Gerente Regional de Cultura, além de ter voz ativa no direcionamento dos espaços públicos da cidade para a cultura. Os delegados, porém, terão uma importante função além de levar as propostas tiradas neste encontro para a Conferência local: eles terão ainda a responsabilidade de participar do Orçamento Participativo para a Cultura, instrumento iniciado neste governo e que propõe a gestão compartilhada do dinheiro público, com votações dos membros diretamente envolvidos, ou seja, a população.

Foram eleitos para o Conselho Regional de Cultura Vinícius Borba, do Movimento Cultural Radicais Livres, Wizelany Marques, aluna e instrutora de artesanato do CED São Francisco, o atual presidente da Associação de Artistas de São Sebastião (Asass), Dyhone, e a professora de canto e oratória, Adriana. Houve ainda a eleição de mais quatro suplentes, dentre eles, Roberto, das quadrilhas juninas, Célio do Aquários, Gilberto, da Associação Comunitária e outra aluna do CED São Franscisco. Caso haja desistência de algum dos titulares os suplentes assumem o Conselho automaticamente.

5 de abril de 2011

Prêmios Culturais SESC para artistas de todos os segmentos

Músicos, fotógrafos, pintores, compositores, escritores e todos os que têm interesse em participar, já podem se inscrever para a edição 2011 dos prêmios culturais promovidos pelo SESC-DF. As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de julho nas unidades do SESC e ainda pelos correios, gratuitamente. Para o Prêmio SESC de Música Tom Jobim as inscrições podem ser feitas até 30 de setembro.


Os concursos, que abordam diversas modalidades artísticas como pintura em tela, música, fotografia e literatura, são excelentes oportunidades para artistas publicarem seus trabalhos e terem visibilidade. Candidatos de todo Brasil podem participar, com exceção do prêmio de pintura em tela, que é restrito ao Distrito Federal.

Ao longo das edições, cerca de cinco mil artistas já participaram dos prêmios culturais. Como resultado, o SESC-DF gravou seis CDs, publicou 38 coletâneas e realizou diversas exposições. Na edição de 2010 mais de mil artistas se inscreveram.

Fonte: radicaislivressa.blogspot.com

4 de abril de 2011

Biblioteca em casa

Em São Sebastião, casal transforma garagem de casa em biblioteca

A biblioteca tem dez mil livros e as crianças da cidade podem encontrar desde dicionários até histórias clássicas, como o "Patinho feio". A Biblioteca atrai muitas crianças e adolescentes.

A história de "Davi e Golias" é mais uma que Mateus conhece através dos livros. “Dá ensinamento de vida”, fala o garoto. E é em uma biblioteca comunitária em São Sebastião que muitas crianças se aventuram no mundo da leitura. A ideia de montar o espaço foi da agente social Dilma Mendes e do vigilante Sebastião José Borges. O casal inaugurou a biblioteca há sete anos. “Eles lêem e depois vão brincar de ping-pong”, conta Dilma.

A biblioteca começou numa sala alugada, mas o dinheiro foi ficando curto o espaço cada vez menor. Foi quando Dilma e Sebastião trouxeram os livros para a garagem de casa. “Cedi a minha garagem para os livros e para as crianças fazer as pesquisa de escola”, conta Sebastião.

Atualmente, a biblioteca comunitária tem mais de dez mil títulos. No local as crianças encontram desde livros didáticos, dicionários, até histórias clássicas, como o “Patinho feio”, livro do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, que nasceu em 2 de abril, dia internacional do livro infantil.

E se a história é para a garotada, tem que ter, em meio às letras, muitos desenhos. “A ilustração [imagem] é que capta o interesse de leitor”, afirma o ilustrador Jô Oliveira.

Com histórias e ilustrações, o livro infantil é o primeiro passo na formação de grandes leitores. “Os professores sempre falam que a leitura é o alimento da imaginação”, fala uma jovem.

O casal recebe doações de livros. A biblioteca fica na Avenida 2, quadra 18, loja 16.

Raquel Porto Alegre / Wesley Araruna

1 de abril de 2011

O Juiz

    
     Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'


     Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.


     Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte. 


     'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.


     Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..' 



     Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda. 


     Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'

POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER? NÃO, AGORA SE ELE FOSSE UM BBB APARECIA EM TUDO!

Enviado por Nélio Azevedo