28 de junho de 2018

Comunidade exige a manutenção da UBS da Vila do Boa




Os moradores da Vila do Boa, em São Sebastião-DF, correm o grande risco de perderem a Unidade Básica de Saúde.

Devido a falhas graves de gestão da Secretaria de Saúde do DF, a comunidade pode perder o único equipamento público de saúde que atende a população do bairro. Segundo informações, o contrato de aluguel do estabelecimento está vencido e a proprietária do imóvel não tem mais interesse em renovar o mesmo devido à burocracia estatal e inadimplência do órgão.

Funcionando provisoriamente e de forma precária há 13 anos no mesmo local, a UBS chega a realizar em média 1.300 (mil e trezentos) atendimentos por mês.

De acordo com os moradores, a Secretaria de Saúde já dispõe de área na Vila do Boa para a construção da UBS, há pelo menos uns 5 anos.

Agora, com o contrato de aluguel vencido e como a Secretaria não conseguiu buscar outro imóvel para alugar, a UBS e sua equipe de profissionais podem vir a ser transferidos para o espaço onde funcionava a antiga sede do TRE, no bairro Centro, próximo ao CAIC UNESCO.

Com isso, crianças, mulheres e idosos serão os mais prejudicados, que terão que buscar atendimento no centro da cidade e tendo que arcar com a tarifa abusiva do transporte coletivo.

O que a comunidade exige, neste momento, é que a Secretaria de Saúde resolva tão logo essa situação. Que mantenha a UBS na Vila do Boa, nem que para isso tenha que buscar outro imóvel para alugar no bairro. Mas a comunidade também exige que a secretaria fuja da burocracia estatal e construa com urgência a UBS definitiva no local.

Para Maria Lúcia, moradora e vice-presidente da Prefeitura Comunitária do bairro, "é inaceitável que se retire a UBS da Vila do Boa. A população não pode ser prejudicada ao ponto de ser obrigada a se deslocar para longas distâncias. Seria de uma irresponsabilidade tamanha com a comunidade", destacou.

Sobre as UBSs

As UBSs constituem a principal porta de entrada e centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde. O principal objetivo dessas unidades é desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas. Além de atuar nas situações determinantes e condicionantes de saúde das coletividades.

Geralmente, são instaladas próximo onde as pessoas moram, com isso, desempenha um papel central na garantia de acesso à população a uma atenção à saúde de qualidade. A unidade também está apta para o atendimento emergencial de pacientes com menor complexidade de urgência, sem risco de morte.

Para assinar a petição que defende a manutenção da UBS da Vila do Boa no local onde atualmente funciona, clique no link a seguir.

https://www.change.org/p/governo-do-distrito-federal-e-secretaria-de-sa%C3%BAde-pela-manuten%C3%A7%C3%A3o-da-unidade-b%C3%A1sica-de-sa%C3%BAde-da-vila-do-boa

5 de junho de 2018

Por que 1.200 jovens acampam em Curitiba para debater política?

Congresso Extraordinário da Juventude do PT é prova que a rebeldia é inerente aos jovens, mas pode ter causa, direção e lastro histórico




Você já esteve em um encontro, um congresso, uma conferência de gente jovem? Não um festival musical, não jogos universitários, um encontro de gente jovem que se reúne porque tem ideias em comum, sonhos compartilhados, vontade de lutar juntos? Custa descrever. A energia. Os gritos com verdade.
Ôôô Moooro, 
queria que você
Ôôô Moooro, 
queria que você
Entendesse que não dá 
pra acabar com o PT
Entendesse que não dá 
pra acabar com o PT
Este coro ecoou incontáveis vezes ao longo do sábado, dia 2 de junho, no segundo e penúltimo dia do Congresso Extraordinário da Juventude do PT, em Curitiba.
Este grito, como uma grande bandeira sonora, em mais de 1.200 vozes de gente jovem do Brasil todo, do Chile, da Argentina, do Paraguai, do Uruguai e da África do Sul, resume muita coisa. Custa descrever.
Até ser tolhido por um golpe, o governo do PT no Brasil durou pouco mais de 13 anos. Significa dizer que todos esses jovens que estavam neste sábado cantando e debatendo no Congresso de Curitiba viveram sob o governo do PT desde que começaram a entender e se interessar por política.
Jovens no frio discutem política e defendem Lula e Curitiba; essa é a Juventude do PT
A rebeldia, tão natural do ser humano quando jovem, costuma fazê-lo contrário ao que está posto, a quem está no poder, a tudo isso que está aí. E então esses jovens, que vieram ao frio de Curitiba acampar para discutir política, não têm rebeldia? Criaram-se politicamente sob governos do PT e ainda assim gritam de peito inteiro sua escolha pelo projeto do Partido dos Trabalhadores. Não são rebeldes?
Com a palavra, Clélia Moreira, estudante secundarista, da Juventude Avante e do PT, de Natal, Rio Grande do Norte: “Por que precisamos resistir? Porque de onde eu venho, do Nordeste, a gente sabe quanta gente tinha morando em casas de taipa, sem três refeições por dia, e como e quando isso começou a mudar. A gente sabe quem fez cisterna no sertão, quem levou luz elétrica para quem não tinha. A gente sabe muito bem por que temos que resistir, pelo que temos que lutar, por que colocamos a estrela no peito.” Rebeldia com causa.
Com a palavra, João Luís Lemos, estudante de história da USP: “Vivemos um período em que uma crise econômica está sendo jogada para as costas da classe trabalhadora. Vivemos um tempo em que 30% da juventude está desempregada. Imagine este percentual considerando só jovens pobres e negros. Para reduzir odesemprego, o que se propõe, o que se pratica? Precarização das relações trabalhistas. A conta nas costas do trabalhador. Tem um candidato que já afirmou que vai revogar as recentes medidas golpistas, que vai promover mudanças estruturais para retomar um rumo de crescimento com mais igualdade. Por isso, com muita nitidez, reafirmamos com muita força, com todas as letras, que não tem Plano B.” Rebeldia com direção.
Com a palavra, Karina Beatriz Cáceres Ortega, da Frente Guasu, do Paraguai: “O Brasil conhece a história de seu continente? Há cátedras nas universidades, disciplinas no currículo das escolas sobre a história da América Latina e Caribe? Ou sempre se olhou para os Estados Unidos e para a Europa? Alguém aqui sabe o que está acontecendo no norte do Paraguai? Sabe dos assassinatos de campesinos que lutam pelo direito à terra por lá? Os meios de comunicação noticiam esses fatos aqui? Teve um companheiro que começou a mudar isso, que criou a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), fronteira do Brasil com o Paraguai. Este companheiro, hoje, está preso. Mas estou segura que ele voltará. Lula Livre, Lula Presidente”. Rebeldia histórica.

A paraguaia Karina Cáceres Ortega (de boina, no centro) sabe quem luta pela integração da América Latina
Finalmente, com a palavra, Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, que prestigiou os dois dias de Congresso da Juventude até agora: “A Juventude do PT não pode ser acomodada, a Juventude do PT tem que ser transgressora, inclusive com alguns códigos do próprio partido. Porque é essa transgressão, essa cobrança, essa rebeldia que faz a gente acordar, mudar nossas formas de agir, sacudir, não deixar que a burocracia tome conta do nosso cotidiano.” A rebeldia da Juventude do PT.
Por Vinícius Segalla, da Agência PT de Notícias, em Curitiba

Publicado em: http://www.pt.org.br/por-que-1-200-jovens-acampam-em-curitiba-para-debater-politica/

Petroleiros dizem que gestão de Parente foi desastre para Petrobras e o país

Política de preços dos combustíveis anunciada em outubro de 2016 deixou o consumidor sem proteção, enquanto engordou os recursos do setor financeiro, que superam R$ 260 bilhões em dois anos



São Paulo – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) fez nesta sexta-feira (1) um balanço do que representou para o país a gestão de Pedro Parente nos últimos dois anos na Petrobras. A representante dos trabalhadores relacionou as principais iniciativas de Parente que compõem o seu “legado” à frente da estatal. Segundo da federação, a passagem do administrador tucano pela empresa é “desastrosa”.
A entidade lembra que em outubro de 2016, Parente anunciou ao mercado a nova política de reajustes dos derivados nas refinarias, estabelecendo a paridade de preços com o mercado internacional, sem qualquer mecanismo de proteção para o consumidor. “A FUP denunciou que quem pagaria a conta seria o povo brasileiro e que o País estaria refém das crises internacionais de petróleo”, afirma.
Pedro Parente também assumiu o compromisso com “a não garantia integral do abastecimento do mercado brasileiro por entender que, em sua lógica de negócios, há a previsão do ingresso de mais agentes para o atendimento total da demanda”, como revela o estudo do Ministério de Minas e Energia, Combustível Brasil.
“A redução das cargas das refinarias, a reestruturação dos efetivos de trabalhadores e a entrada em massa no país das importadoras de combustíveis davam as pistas do que estava por vir: o projeto de privatização do parque de refino e da logística de distribuição de derivados”, destaca ainda a FUP.
As digitais de Pedro Parente estão também entranhadas no processo de desindustrialização, agravado pelo fim da política de conteúdo local, “uma das mais perversas ações deste governo.  Ele atuou diretamente para reduzir a pó a indústria naval brasileira, ao passar a encomendar no exterior as plataformas e equipamentos dos campos do pré-sal”, diz.
Enquanto o mercado aplaudia o esfacelamento da Petrobras como medida necessária para reduzir a dívida da empresa, Parente em troca beneficiava o sistema financeiro, que recebeu cerca de R$ 250 bilhões nesses dois anos em que esteve à frente da empresa. Garantiu também mais de R$ 11 bilhões aos fundos abutres norte-americanos, que se refastelaram com o acordo que ele costurou pessoalmente.
“Esse é o legado desastroso da gestão Pedro Parente, que a FUP e seus sindicatos vêm denunciando desde 2016. Por isso, a greve dos petroleiros para baixar os preços do gás de cozinha e dos derivados teve como um dos eixos principais sua saída do comando da Petrobras e mudanças estruturais na gestão da empresa”, afirmou a entidade. “Essa luta só está começando. Que fique claro para os próximos gestores que o principal acionista da Petrobras é o povo brasileiro e não o mercado.”
Com informações da FUP.
Publicado originalmente em:
http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2018/06/petroleiros-dizem-que-gestao-de-parente-foi-desastre-para-petrobras-e-o-pais