18 de outubro de 2017

Professor Elias Silva: um pré-candidato imprescindível para São Sebastião e o Distrito Federal


Um brasileiro que venceu obstáculos ao aprender a ler e interpretar o mundo. Natural de Januária, Minas Gerais, filho de um marceneiro e de uma lavradora - João Ribeiro de Araújo e Maria Silva Araújo, respectivamente, Elias nasceu em 22 de maio de 1966 no sertão mineiro e em pleno regime militar. O professor Elias, como é popularmente conhecido, é fruto de um Brasil de injustiças e desigualdades as mais diversas. Por isso mesmo, traz em sua biografia uma história marcada pela superação comum a milhares de brasileiros e brasileiras vítimas da pobreza, da fome e do preconceito.

Em setembro de 1971, desembarca em Brasília com a mãe e os irmãos pequenos e dali por diante jamais seria o mesmo. A forte militância no movimento estudantil em defesa de uma educação de qualidade e inclusiva para todos, a participação efetiva no movimento sindical dos Rodoviários e a paixão pela busca do conhecimento acabaram por moldar o espírito de luta e resistência de Elias Silva, características preponderantes que mais tarde viriam a torná-lo uma liderança comunitária de São Sebastião-DF.

A paixão pelas letras se intensificou aos 16 anos quando Elias colocou pela segunda vez os pés em uma escola, momento em que se inscreveu no MOBRAL (Movimento Brasileiro para a Alfabetização), para melhorar a leitura e a escrita. Atualmente na Casa de Paulo Freire, o professor, que é graduado em pedagogia e está se especializando em História, Sociedade e Cidadania pelo Uniceub, ajuda na formação de educadores (as) que atuam com a EJA na rede pública e particular do DF. O espaço da Casa é da comunidade onde vários projetos já foram realizados, tais como oficinas temáticas, saraus literários, ensaios teatrais e outros.

Nesses 20 anos de trabalho voluntário, foram alfabetizados aproximadamente 4 mil populares da cidade, dentro da proposta metodológica conscientizadora de Paulo Freire, sendo depois encaminhados para a Rede Oficial de Ensino. Pela sua história de vida e pelo exemplo de engajamento político e em defesa das causas populares, o professor Elias traz em sua bagagem a coragem e a força para livrar São Sebastião-DF do analfabetismo.

Pré-candidato à Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Professor Elias foi o quinto mais bem avaliado para ocupar um posto no legislativo local em recente pesquisa promovida pelo portal Tudo OK Notícias.,obtendo um total de 512 votos.  E não para por ai: como o trabalho que desenvolve em São Sebastião se difundiu para várias outras cidades do DF e para outras regiões do País por meio de diversos coletivos que defendem a bandeira da educação popular, o educador detém grande prestígio e respeito dentro e fora de sua comunidade. 

Em meio ao conjunto de retrocessos nas políticas educacionais impostos pela atual conjuntura local e nacional,  o seu nome é visto com grande entusiasmo para a eleição de 2018. Uma pré-candidatura empolgante e imprescindível. Um digno representante de uma cidade cuja população tem sede de políticas públicas que sejam capazes de assegurar dignidade e bem-estar para todo cidadão e cidadã. Enfim, que sonha por profundas mudanças na política local pela esteira da ética, da moral e a competência.


Para saber mais sobre o Professor Elias Silva, acesse: http://www.pralapidar.org.br. 

Operação da PCDF prende gangue envolvida em assassinatos no DF


As prisões tiveram início no dia 9 de outubro, quando três pessoas foram presas com mandados de prisão preventiva

16 de outubro de 2017

Educadores e entidades se mobilizam em defesa de Paulo Freire

Movimento conservador quer tirar o título de Patrono da Educação Brasileira. "Qualquer exame da história comprova que legado é motivo de orgulho para a educação nacional", diz manifesto


Paulo Freire
Painel em homenagem a Paulo Freire, em Campinas. "Ideia legislativa" propõe revogar título dado ao educador
                                                  (Luiz Carlos Cappellano/Wikimedia Commons)

São Paulo – Educadores e entidades de todo o país se movimentam para manter o nome de Paulo Freire como Patrono da Educação Brasileira, título dado em 2012, ameaçado por um "obscuro momento pelo qual passa o país", em que se articula a revogação da honraria. "Qualquer exame da História comprova que o legado de Paulo Freire é motivo de orgulho para a Educação Nacional, para a Pedagogia como campo científico e para o próprio Brasil", diz manifesto organizado pelo instituto que leva o nome do educador.
As duas primeiras assinaturas do texto são de Ana Maria Araújo Freire (Nita Freire), educadora e viúva de Paulo Freire, que morreu há 20 anos, e da deputada Luiza Erundina (Psol-SP), autora do projeto que resultou na Lei 12.612, sancionada em 2012, que deu a ele o título de Patrono da Educação. Freire foi secretário municipal da Educação em São Paulo durante a gestão de Erundina, prefeita da capital paulista de 1989 a 1992, ainda pelo PT.
Também subscrevem o documento nomes como os de Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e Moacir Gadotti, professor e presidente de Honra do Instituto Paulo Freire (autor do livro Paulo Freire: Uma Biobibliografia, publicado pela Cortez em 1996), em um total de quase 400 pessoas (confira o manifesto ao final deste texto e uma carta dirigida ao Congresso Nacional), além de 72 instituições, entidades e movimentos.
Uma "ideia legislativa" apresentada por simpatizante do movimento Escola sem Partido propôs revogar o título dado a Paulo Freire. Como teve mais de 20 mil apoios, tornou-se a Sugestão 47, de 2017, que neste momento está na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, para relatoria de Fátima Bezerra (PT-RN), também educadora de origem. Na consulta virtual, a maioria dos votantes é contra a proposta.
Com a presença de Nita Freire, o legado do educador pernambucano será tema de evento durante todo o dia de amanhã (17), na Universidade de Sorocaba (Uniso), no interior paulista. Duas mesas discutirão "memória e herança de Paulo Freire na Uniso e na Unicamp" e "pedagogia freireana no tempo presente". Haverá uma sessão de conversa sobre a presença da pedagogia de Freire na nova geração.
Leia a íntegra do manifesto, que pode receber adesões, por meio de mensagem para paulofreirepatrono@gmail.com.
 Movimentos ultraconservadores querem tirar de Paulo Freire o título de “Patrono da Educação Brasileira”. As signatárias e os signatários deste Manifesto expressam sua contrariedade perante tamanha injustiça, fruto do desconhecimento da pedagogia como ciência, da História da Educação e da própria História do Brasil.
Para quem desconhece os fatos, é necessário apresentar, brevemente, quem foi Paulo Freire.
Paulo Freire é o pensador brasileiro mais reconhecido no mundo, sendo considerado um dos maiores educadores da História. Como cidadão, sonhou em alfabetizar todos os brasileiros e todas as brasileiras, criando a principal proposta emancipadora de Educação de Jovens e Adultos, na perspectiva da Educação Popular e da Educação como Direito Humano.
Paulo Freire foi, essencialmente, um homem generoso e coerente. Sua produção teórica e leitura de mundo alimentaram sua prática cidadã e política – e por elas foram alimentadas. Criador de uma pedagogia viva, concebeu a educação como apropriação da cultura, e teorizou uma prática pedagógica alicerçada na conscientização dos cidadãos e das cidadãs por meio do diálogo entre o educador e o educando.
Dedicada à emancipação plena de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, a teoria freireana busca a construção de um mundo mais humanizado, afirmando que é preciso que todas e todos aprendam a ler o mundo e as palavras, ampliando os repertórios, desenvolvendo o senso crítico, a autonomia intelectual e a solidariedade.
Diante da grandeza de sua vida e obra, Paulo Freire foi o brasileiro mais homenageado da História. Entre inúmeras honrarias, foi laureado com 41 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades distribuídas por todo o mundo, sendo Professor Emérito de 5 universidades, incluindo a Universidade de São Paulo (USP). Também foi agraciado com diversos títulos da comunidade internacional, como o prêmio da UNESCO de Educação para a Paz, em 1986.
Pedagogia do oprimido (1968), considerada sua obra-prima, é a terceira mais citada em toda a literatura das Ciências Humanas, segundo pesquisa realizada por Elliott Green, professor associado à London School of Economics.
Entre 1989 e 1991, Paulo Freire foi Secretário de Educação do Município de São Paulo, na gestão da então prefeita Luiza Erundina. Até hoje é considerado o melhor gestor educacional da história paulistana, reconhecido tanto pela rede municipal quanto pelos estudiosos da gestão pública, chegando a ser aclamado “Presidente de Honra da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)”.
Em 13 de abril de 2012, por meio da Lei 12.612/2012, de autoria da deputada federal Luiza Erundina, Paulo Freire foi declarado Patrono da Educação Brasileira, em aprovação unânime no Congresso Nacional. Esse reconhecimento fez jus, em solo nacional, às homenagens que o educador nordestino, nascido em Recife (Pernambuco), já tinha obtido e acumulado ao redor do mundo.
Qualquer exame da História comprova que o legado de Paulo Freire é motivo de orgulho para a Educação Nacional, para a Pedagogia como campo científico e para o próprio Brasil. Porém, nesse obscuro momento pelo qual passa o país, pessoas que desconhecem por completo a obra e o legado de Paulo Freire se articulam para retirar-lhe o título de Patrono da Educação Brasileira, por meio de medida revogatória no Congresso Nacional. Permitir a tramitação de tal injustiça é ofensivo à Democracia, à Educação, ao povo brasileiro e à própria imagem do Brasil perante a Comunidade Internacional.
A sociedade brasileira não pode permitir tamanho acinte. Cassar de Paulo Freire o título de “Patrono da Educação Brasileira”, recebido in memoriam, representa impor a ele e à sua obra uma espécie de segundo exílio, tão violento quanto o primeiro (1964-1980), levado a cabo pela Ditadura Civil-Militar (1964- 1985).
É preciso que o Brasil encontre um mínimo de pontos de convergência. Nesse sentido, defender o legado de Paulo Freire nada mais é do que reconhecer o trabalho de um homem do povo, criador de um pensamento pedagógico único e radicalmente democrático e, por isso, revolucionário. Respeitar Paulo Freire é resguardar a História daquelas pessoas imprescindíveis que dedicam sua vida, dia após dia, à luta por um mundo livre, fraterno, igualitário, justo, próspero e sustentável.
É em nome de uma educação democrática que lutaremos pela manutenção do título que merecidamente lhe foi conferido em 2012. As cidadãs e os cidadãos que assinam este Manifesto, bem como as instituições signatárias, desejam vida longa à obra de Paulo Freire, declarando seu compromisso incansável e incondicional com a defesa do legado do maior educador da História do Brasil, legítimo e irrevogável Patrono da Educação Brasileira. “Se nada ficar dessas páginas, algo, pelo menos, esperamos que permaneça: nossa confiança no povo. Nossa fé nos homens e na criação de um mundo que seja menos difícil de amar.” (Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido) 

Leia também carta dirigida ao Congresso:
CARTA ABERTA AO CONGRESSO NACIONAL DO BRASIL
Ref.: Sugestão legislativa de revogação do decreto que institui Paulo Freire como Patrono da Educação Brasileira.

Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional Brasileiro,
     Os membros do Conselho Mundial dos Institutos Paulo Freire, de modo especial os do Instituto Paulo Freire do Brasil, as entidades, fóruns e movimentos, cidadãs e cidadãos signatários desta Carta Aberta a esse egrégio Parlamento, vêm, respeitosamente, tomar a liberdade de expor que se segue:
1.º) Por suas intervenções nos sistemas educacionais do Brasil e de vários outros países, especialmente na Educação de Adultos, Paulo Freire é reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes educadores do século XX.
2.º) Por suas reflexões e publicações, além dos vários títulos de Doutor Honoris Causa que lhe foram outorgados por universidades de vários países do mundo, Paulo Freire é um dos mais importantes pensadores do século XX, com reconhecida autoridade e atualidade em vários campos do conhecimento.
3.º) Seja por suas experiências educacionais, seja por seus escritos, Paulo Freire tem sido mundialmente reconhecido como autor de um legado educacional aplicável em todos os níveis, modalidades e graus de ensino.
4.º) Em recente pesquisa sobre trabalhos científicos, realizada pela London School of Economics, Paulo Freire foi considerado um dos pensadores mundialmente mais lidos e mais citados, sendo que a sua obra mais conhecida, Pedagogia do oprimido (1968), está entre os três livros mais citados nas Ciências Sociais e entre os 100 livros mais pedidos e consultados em universidades de língua inglesa pelo mundo.
5.º) O Acervo de Paulo Freire, que fica no Instituto Paulo Freire, é reconhecido como Patrimônio da Humanidade, em nível nacional e latino-americano, pelo Programa Memória do Mundo da UNESCO/Memory of the World (MOW) e, da mesma forma, pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq) do Brasil.
     Por todas essas evidências da relevância do ilustre brasileiro em questão, e para fazer justiça, honrar a capacidade e criatividade nacionais, bem como para referenciar a educação brasileira no ethos freiriano, foi sancionada a Lei n.º 12.612, em 13 de abril de 2012, que estabeleceu em seu artigo 1.º: “O educador Paulo Freire é declarado Patrono da Educação Brasileira”.
     Ora, contrariando essa declaração de iniciativa popular cuja adesão social e parlamentar ocorreu de forma unânime, uma sugestão legislativa publicada no site do Senado, nos últimos dias de setembro de 2017, busca apoio para iniciar um movimento para anular a mencionada norma, desconhecendo a imensa contribuição de Paulo Freire ao pensamento pedagógico mundial.
    Diante do exposto, Senhor Presidente, os signatários desta Carta propõem que o Parlamento Brasileiro não dê eco e, se necessário, rechace à supramencionada iniciativa e todas as eventuais iniciativas dessa natureza.
     Na certeza de uma firme posição do Congresso Nacional Brasileiro que, por unanimidade, aprovou o Projeto de Lei Parlamentar encaminhado pela Deputada Federal Luíza Erundina, transformando-o na justíssima Lei Federal n.º 12.612/2012, conclamamos a todos(as) os(as) parlamentares e a todas as pessoas e instituições que têm compromisso com a luta contra qualquer forma de opressão, que façam sua adesão a esta Carta Aberta, firmando-a.
Brasil, setembro/outubro de 2017.
Instituto Paulo Freire

31 de julho de 2017

Casa de Paulo Freire está com inscrições abertas para alfabetização de jovens, adultos e idosos

Você que já sabe escrever e ler já parou para pensar que ainda existem pessoas que não tiveram a oportunidade de aprender?

A Casa de Paulo Freire está com inscrições abertas de forma permanente (de janeiro a janeiro) para a Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI). Com base na metodologia freireana, a instituição  já alfabetizou, nos seus 20 anos de existência, mais de 3 mil pessoas. 

O espaço da Casa é amplamente utilizado pelos moradores e vários projetos são realizados no local, como oficinas temáticas, curso profissionalizantes, saraus literários, encontros, ensaios teatrais e outros

Faça você hoje a diferença e indique a Casa de Paulo Freire para aquele seu amigo ou amiga que precisa dar esse passo tão importante na vida.
Estamos com matrículas abertas para a alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos e as aulas são gratuitas.

Faça-nos uma visita. Venha conhecer a Casa de Paulo Freire.

Professor Elias
Contato: (61) 3335-3343 / (61) 9207-6382
Endereço: Q. 201 Conj. 20 Casa 07 Residencial Oeste
71692- 460 São Sebastião, Distrito Federal.

"Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender."


Paulo Freire


Campanha "O Brasil é Quilombola, Nenhum Quilombo a Menos!"

                                              
Em agosto, o futuro de milhões de quilombolas será decidido no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 2004, o Partido Democratas (DEM) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF, questionando o decreto 4887/2003 que regulamenta a titulação das terras dos quilombos. O julgamento se estende desde 2012 e será retomado no dia 16 de agosto.
Todos os títulos de quilombos no país podem ser anulados. O futuro das comunidades está em perigo. Novas titulações não serão possíveis sem o decreto. Mais de 6 mil comunidades ainda aguardam o reconhecimento de seu direito.
As comunidades quilombolas são parte da nossa história, do nosso presente e também do nosso futuro.
Assine a petição e diga ao STF que não aceite a ação do Partido Democratas! Junte-se à luta dos quilombolas pelo seu direito constitucional à terra.

O Brasil é quilombola! Nenhum quilombo a menos!

Ainda há quem nos meça em arrobas

"Minha terra e a minha identidade estão seriamente ameaçadas pela ADI nº 3239/2004, que questiona o direito de propriedade das comunidades quilombolas"

Leia o texto de Denildo Rodrigues de Moraes, coordenador nacional da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas - CONAQ


https://peticoes.socioambiental.org/nenhum-quilombo-a-menos


27 de julho de 2017

Pré-candidatura do PSOL ao Palácio Buriti muda quadro político do DF para 2018

Após uma crise de identidade que quase esfacela a Esquerda no país, os partidos de linha progressistas podem iniciar no DF uma articulação que poderá vir a servir de referência a nível nacional e revitalizar as propostas do campo progressista e trazer a esquerda de volta ao poder, tanto no Brasil como no Distrito Federal.

A disputa ao Governo do DF em 2018 pode ter uma grande novidade: a advogada Anjuli Tostes, auditora da Controladoria-Geral da União, e que disputa a pré-candidata ao governo pelo PSOL. No entanto o processo de escolha do ou da candidata passará por uma prévia dentro do partido, que após a escolha deve naturalmente procurar os demais partidos para formar uma coligação e assim montar um Frente Progressista, apresentando uma chapa também com dois candidatos a senadores e um vice-governador dos demais partidos.

Com perfil novo e bem distinto de seus futuros concorrentes ao Palácio do Buriti, a pré-candidata, Anjuli Tostes mesmo ainda sem está em campanha já empolga a militância tanto do PSOL como de outros partidos de esquerda que começam a debater a candidatura. Também é a primeira vez que Anjuli se candidatará a um cargo eletivo e pode ser a única mulher presente na disputa.

PERFIL:
Advogada popular, onde atua junto aos movimentos sociais do DF, especialmente na periferia das cidades satélites na defesa de grupos marginalizados pelas políticas públicas e governamentais, e desenvolvendo trabalhos de base juntos a diversos outros detores sociais e das comunidades urbanas e rurais, atuando também como educadora popular, é bastante respeitada e admirada pela maneira simples e dedicada com que faz política.

Autora de representações contra o GDF em face do aumento das tarifas de ônibus e metrô. também atuou contra a derrubada de moradias em São Sebastião e outras comunidades. Conseguiu o acesso público a todo o inventário de terrenos e imóveis, numa vitória contra a grilagem de terras e a favor do direito à moradia.

Anjuli é uma liderança entre os servidores da Controladoria-Geral da União - CGU, atuando sempre no combate à corrupção e pela transparência do setor público. Foi uma das principais responsáveis pela derrubada do ex-ministro da CGU Fabiano Silveira - o episódio das vassouras lavando o gabinete do ministro teve grande destaque na imprensa nacional e internacional -; e Silveira foi flagrado dando dicas a investigados pela Lava Jato. Anjuli também atuou para evitar a posse de Osmar Serraglio - implicado na Operação Carne Fraca e aliado de Eduardo Cunha - como ministro do órgão, organizando protestos em todas as capitais do país. 

É uma das autoras do pedido de impeachment do ministro do STF Gilmar Mendes, apresentada no Senado em junho deste ano, ao lado de outros juristas e acadêmicos.

Anjuli nasceu e cresceu no Plano Piloto, estudou no Colégio Militar de Brasília e foi 1ª colocada no concurso da CGU. Hoje mora em São Sebastião, onde é uma das responsáveis por um Centro de Direitos Humanos e Cultura. Caso seja vitoriosa, afirma que irá permanecer no local onde mora e abrirá mão de residência, carro e motorista oficiais. Também anuncia que, do valor que vier a receber como governadora, devolverá aos cofres públicos tudo o que ultrapassar o salário que recebe como auditora da CGU. 

Formada em Direito e Relações Internacionais e professora de Direito e Economia, Anjuli Tostes é considerada além de uma liderança popular um dos melhores Quadros político da esquerda no Distrito Federal.

PROPOSTAS
Segundo ela o combate aos privilégios e por um governo a favor dos mais pobres e da classe média será o tom de sua campanha. "São os pobres e a classe média que carregam o peso do Estado nas costas e que sempre pagam a conta de todas as crises. Isso precisa mudar", diz. Entre as medidas a serem adotadas está o fim do uso de veículos oficiais, a instituição da progressividade nos impostos distritais (para que os super-ricos paguem a sua parte), IPVA sobre veículos aéreos e náuticos (lanchas, iates, jet-skis, helicópteros e jatinhos), priorização de servidores concursados para o exercício de cargos comissionados e rigoroso cumprimento do teto remuneratório constitucional. 

Adiante Anjulí afirma: "Há muitos cargos em comissão que fazem um trabalho tão importante quanto o dos servidores concursados. Não se trata de eliminar essa modalidade. O que não vamos tolerar é que o Estado seja aparelhado na forma de um cabide de empregos para garantir maiorias na Câmara Legislativa, como tem acontecido. Governaremos com o povo." Conclui. Ao mesmo tempo, Anjuli prevê a valorização do servidor público, com planos de cargos e carreiras e participação na gestão dos órgãos"

A ativista é candidata para mostrar que é possível governar com transparência, promovendo a participação popular e o controle social nas decisões estatais. Segundo ela, "assim, com uma política de participação o poder sai das mãos de poucos para ir para as mãos de muitos, e é importante que qualquer governo esteja sempre sob constante vigilância da sociedade". Por isso, alguns compromissos assumidos por ela se estenderão a todo o primeiro escalão, que terá que colocar à disposição seus sigilos fiscais e telefônicos. 

Continuando ela afirma que; "Com uma divisão adequada do ônus tributário - reduzindo as renúncias de receitas milionárias a megaempresários -, processos licitatórios e prestações de contas mais amplos e transparentes", Anjuli garante que é possível construir as políticas e os serviços de que o povo precisa como saúde, moradia, educação, emprego, segurança e transporte de qualidade para a população do DF e Entorno. "Com uma boa gestão e uma concepção de Estado mais justo, que leve em conta as prioridades das pessoas, não há dúvidas: é possível um DF diferente." Finaliza.

Segundo lideranças de São Sebastião e outras comunidades ouvidas sobre o trabalho de Anjuli Tostes, ela lidera um projeto de mudança que tem respaldo técnico e político, envolvendo dezenas de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, associações empresariais, organizações do campo e da cultura, intelectuais, professores, sindicatos e profissionais conceituados de diversas áreas de políticas públicas.

Por Paula Grugher e Anita Andreoli

Publicado originalmente em:

http://www.asvecom.com.br/2017/07/pre-candidatura-do-psol-ao-palacio.html?showComment=1501164193017#c1317959248271094144

17 de julho de 2017

No Residencial Oeste, PM reage à tentativa de assalto e fere bandido.


Dois homens foram presos por roubo e tentativa de roubo, por volta das 00h40 desta segunda-feira (17/7), na quadra 104, Residencial Oeste, em São Sebastião. Eles tentaram assaltar dois policiais militares do serviço de inteligência do 21º Batalhão. Um dos ladrões foi atingido de raspão.
Os policiais militares voltavam para o batalhão quando foram surpreendidos por dois homens mascarados e com armas em punho. Os bandidos tentaram atacar a viatura e render os policiais que estavam à paisana. A dupla gritou: “polícia”, mas ouviu um disparo de arma de fogo vindo de um veículo de cor prata, que fazia cobertura aos assaltantes.
Segundo a PM, um dos policiais reagiu e efetuou um disparo que atingiu de raspão a perna de um dos bandidos, Francisco Rafael dos Santos, de 24 anos. Os outros dois assaltantes conseguiram se evadir.
Os policiais velados solicitaram apoio do Grupo Tático Operacional (Gtop), que conseguiu prender o outro assaltante, que se chama Lucas Vieira Calazans, 19 anos. O terceiro comparsa, que estava no veículo, conseguiu fugir com a arma de fogo, não sendo localizado.
Com os bandidos capturados, foram apreendidos dois simulacros de arma de fogo, um notebook Sony, quatro celulares Samsung, R$ 978,00 em dinheiro, R$ 230,00 em cheque, uma bolsa de mulher com pertences e uma frente de som veicular Sony. Antes de atacar a viatura policial, a dupla de criminosos havia assaltado um bar na quadra 11, conjunto G, Casa 14 do Residencial Oeste.
O bandido ferido foi socorrido pelos bombeiros e levado para o Hospital de Base do DF (HBDF), que recebeu atendimento médico e, após liberação, foi conduzido para a 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião). As vítimas do assalto já estavam no local registrando a ocorrência. Ambos tinham passagens na polícia por roubo, furto e porte ilegal de arma de fogo. (Informações da PMDF)

10 de julho de 2017

Erika Kokay participa de encontro de formação na Casa de Paulo Freire, em São Sebastião-DF

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) participou de encontro de formação na Casa de Paulo Freire, em São Sebastião-DF, instituição sem fins lucrativos que desenvolve importante trabalho no campo da alfabetização de jovens, adultos e idosos há mais de vinte anos. A entidade também atua na formação de professores da EJA na rede pública e particular do DF. O espaço da Casa é amplamente utilizado pelos moradores e vários projetos já foram realizados no local, tais como oficinas temáticas, curso profissionalizantes, saraus literários, encontros, ensaios teatrais e outros.


Falando para um grupo constituído por professores, estudantes, advogados, servidores públicos e trabalhadores em geral, Erika fez uma análise da conjuntura local e nacional, e chamou a atenção para o quadro de retrocessos resultante dos desmandos e ataques do governo ilegítimo de Michel Temer, que retiram direitos fundamentais da classe trabalhadora, principalmente dos mais humildes. Para Erika, as reformas Trabalhista e Previdenciária representam o carro-chefe do governo golpista. Mas não apenas isso, pois importantes programas, como o Ciência Sem Fronteiras, o Bolsa Família, a Farmácia Popular e tantos outros gestados no governo de Lula e Dilma, ainda que não tenham mudado de nome, sofreram intensos cortes orçamentários. O contingenciamento de recursos dos Institutos Federais em todo o Brasil, inclusive no de São de Sebastião, exemplifica tal realidade de desmonte.

Anfitrião, Elias Silva Araújo, educador fundador da Casa de Paulo Freire e representante local do mandato do deputado distrital Wasny de Roure (PT-DF), fez uma análise da organização e atuação dos movimentos sociais de São Sebastião na luta pela conquista de melhorias e políticas públicas para a comunidade em diversas áreas, como educação, saúde, transporte, dentre outras, além de iniciativas importantes nas quais esteve fortemente engajado juntamente com diversas outras lideranças.  



“Estamos debatendo os problemas da nossa cidade. Essa discussão é necessária como forma de engajamento e participação cidadã na busca de soluções para os problemas vivenciados pela nossa comunidade de São Sebastião, que quer e deseja mudanças na administração local, no governo e da Câmara Legislativa”, destacou Elias.

Sobre as graves denúncias de corrupção passiva que pesam contra o golpista-mor, Erika disse que o governo já se articula e usará de todos os meios sórdidos para comprar o apoio dos parlamentares para que impeçam o prosseguimento e a consequente aprovação do Impeachment dele pelo plenário da Câmara. “Quanto mais essa crise se agravar, mais caro ficará o apoio dos fisiologistas. O governo paga a fatura do golpe retirando direitos sociais para satisfazer as vontades e a sanha do mercado financeiro, da classe empresarial e da sua base de apoio no Congresso”, disse.

“A sordidez deste governo não tem limites. É algo escancarado. Temos uma situação absolutamente insustentável. Tiraram, mediante um golpe de Estado, uma presidenta honesta para instalarem na Presidência da República o maior corrupto e chefe de quadrilha que se tem notícia na história deste país. Ele não faz mais questão de esconder de ninguém o quanto é corrupto e tirano”, completou Erika.

“Receber a companheira Erika Kokay, deputada e presidenta do Partido dos Trabalhadores, na Casa de Paulo Freire, representou muito para o agrupamento que está sonhando novas perspectivas para São Sebastião e o Distrito Federal; Erika representa o que há de mais puro dentro da política brasileira. Além de humanista e defensora das minorias, ela tem a capacidade de legislar para todos”, ressaltou o professor.


Erika concluiu afirmando que o partido precisa se reinventar, e isso só será possível com o surgimento de novos quadros de lideranças comunitárias que tenham trabalho de base, propostas concretas e compromisso com a própria comunidade.

31 de maio de 2017

Moradores da Expansão da Vila do Boa se unem e criam prefeitura comunitária

Os Moradores da Expansão da Vila do Boa, em São Sebastião-DF, conquistaram importante instrumento de cidadania e engajamento político-social. No último domingo, dia 28 de maio de 2017, fundaram a prefeitura comunitária como forma de organizar e empoderar a comunidade na busca por melhorias junto aos órgãos governamentais nas áreas de habitação, saúde segurança, infraestrutura, dentre diversas outras políticas públicas essenciais para assegurar a qualidade de vida dos cidadãos. Lutar pela regularização da área está entre os principais objetivos dos moradores, que agora unirão forças para cobrar do Governo do Distrito Federal mais atenção aos problemas locais.

Não é de hoje que os moradores da Expansão da Vila do Boa reivindicam atenção do governo para a situação em que vivem. A ampliação da rede de abastecimento de água e energia elétrica, a construção de rede de esgoto, asfaltamento, calçadas, além de equipamentos públicos, como escolas, creches, parques infantis, posto de saúde e transporte coletivo estão entre as demandas mais prementes para as quais a comunidade vem cobrando providências imediatas à Administração Regional e aos demais órgãos competentes do GDF.

O processo de escolha dos representantes que estarão à frente da Prefeitura se deu de forma transparente e democrática. Por aclamação, o coletivo elegeu como presidente a moradora Sidnéia de Souza Silva, reconhecidamente uma liderança ativa e com forte atuação na defesa dos direitos da comunidade.

“Considero muito importante este momento, pois a criação de uma prefeitura comunitária nos permite contar com mais um instrumento para fortalecer a nossa luta diária por melhorias de que tanto precisamos”, comemorou Sidnéia, que contou com o apoio irrestrito dos moradores.

Segundo a prefeita, o trabalho será um grande desafio principalmente porque exigirá compromisso, participação ativa e união de todos os moradores no esforço conjunto para cobrar a imediata regularização da área.  Por isso, ela reconhece que o momento é de colocar a mão na massa com o apoio de todos os membros da Prefeitura, até porque nenhuma organização social funciona bem sem a real participação das pessoas. 
Foram eleitos os seguintes membros para a diretoria da Prefeitura:

Sidneia de Souza Silva – Presidenta;
Niely Cristiny de Souza – Primeira-Secretária;
Vanessa de Jesus Costa – Segunda-Secretária;
José Conceição Cunha – Primeiro-Tesoureiro;
Leandro de Jesus Silva – Segundo-Tesoureiro;
Altair Inácio Peradeles – Secretário de Comunicação;

Foram eleitos, anda, para o conselho fiscal os seguintes membros: Arlindo Pereira da Silva (titular); Ana Célia de Souza (titular); Jailton Conceição dos Santos (titular); Ana Cristina da Silva (suplente); Maria Solidade dos Santos (suplente); e Michele Arnaldo Xavier (suplente).



Organização comunitária e resistência

O processo de organização e constituição da prefeitura comunitária contou com o apoio de vários parceiros. Todavia, em todos os momentos os moradores foram protagonistas nas diversas ações.

Para o professor Elias, educador fundador da Casa de Paulo Freire e representante do mandato do deputado distrital Wasny de Roure (PT-DF), que apoia a comunidade, “a fundação da prefeitura Comunitária da Expansão da Vila do Boa é o resultado de muitos anos luta de várias famílias que até hoje buscam conquistar moradia digna. Se o estado não conseguir fixar as pessoas no local, que é Área de Relevante Interesse Ecológico, o mesmo precisa dar uma solução para o problema já que a população é formada em sua maioria por crianças e idosos”, esclarece.

No entendimento de Francisco Neri, assessor parlamentar do mandato da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e morador de São Sebastião-DF, trata-se de um marco significativo, pois confere legitimidade a cada morador para que se organize coletivamente em prol do atendimento das principais necessidades do bairro.

 “Na vida, não fazemos nem decidimos nada sozinhos. A ideia de associar as pessoas é justamente para que caminhemos juntos e assim potencializarmos o o trabalho”, ressaltou Neri, que também parabenizou cada um dos membros eleitos pela coragem e disposição.
Recentemente, a comunidade obteve importante vitória com decisão da justiça que autoriza a permanência das famílias na área. Famílias sempre contaram com o acompanhamento e apoio da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), do deputado distrital Wasny de Roure (PT-DF) e da ex-deputada distrital Arlete Sampaio (PT-DF).

Os parlamentares comemoram a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que autorizou a permanência de cerca de 150 famílias na expansão da Vila do Boa.

“As famílias que vivem há quase 10 anos na área, alcançaram uma importante vitória”, reconhece Erika Kokay, que, em conjunto com Arlete e Wasny, realizou diversas reuniões com órgãos governamentais, sempre com a participação das lideranças comunitárias. Numa dessas primeiras reuniões, realizada in loco, foram convidados diversos órgãos do GDF (Caesb, Codhab, CEB, Secretaria de Saúde, DFtrans, etc.) para discutir soluções viáveis para inúmeras demandas, como ausência de infraestrutura e de serviços públicos.
Para a deputada, a medida é fundamental porque demonstra para o Poder Público que a luta dos moradores é legítima e merece uma resposta urgente por parte das autoridades constituídas.

Segundo Wasny, “ao definir que se trata de área de interesse social, a responsabilidade do governo em buscar uma saída legal para a questão aumenta, afinal de contas estamos falando de mais de 150 famílias, alertou o distrital.

A decisão da Terceira Turma Cível do TJDFT, transitada em julgado, declarou a nulidade das notificações de demolição e dos autos de infração, bem como determinou que a Agência de Fiscalização do Distrito Federal deixe de realizar qualquer ato de demolição dos imóveis, enquanto não for instaurado processo administrativo pelo Governo do Distrito Federal para apurar a sua real situação, de modo a garantir o contraditório e a ampla defesa aos moradores.

Na sentença, proferida em dezembro de 2016 e publicada em fevereiro de 2017, os magistrados asseguram a permanência das famílias na área e destacam que a alegação do Poder Público de que o local não seria passível de regularização não se sustenta, uma vez que os órgãos competentes, por vezes provocados, jamais apresentaram qualquer manifestação técnica sobre o assunto.

Em resumo, a decisão dos desembargadores autorizou a permanência das famílias no local e anularam os atos de infração/demolição.



16 de fevereiro de 2017

Saudade do Lula, saudade do Brasil

Ricardo Stuckert

Saudade de quando o Brasil dava certo.
Saudade de quando tínhamos orgulho de ser brasileiros.
Saudade de quando não havia preocupação de perder o emprego.
Saudade de quando o salário aumentava mais do que a inflação.
Saudade de quando já não tinha mais gente morando na rua.
Saudade de quando já não havia mais meninos vendendo balas nas ruas.
Saudade de quando as crianças e os jovens iam todos às escolas.
Saudade de quando quem precisava recebia o Bolsa Família.
Saudade de quando mais e mais gente podia comprar sua casa.
Saudade de quando cada vez mais jovens chegavam nas universidades.
Saudade de quando tantos jovens brasileiros estudavam no exterior.
Saudade de quando o governo se reunia e ouvia o que as pessoas pensavam e queriam.
Saudade de quando o Brasil era muito respeitado no mundo.
Saudade de quando o Brasil tinha relações de irmandade e de solidariedade com os outros países.
Saudade de quando os brasileiros votavam e decidiam quem iria ser presidente do Brasil.
Saudade de quando se podia esperar que os juízes fossem imparciais e decidissem tudo em base às leis e à Constituição.
Saudade de quando havia rádio e TV públicas.
Saudade de quando havia respeito e confiança em quem era presidente do Brasil.
Saudade de quando éramos felizes e sabíamos.
Saudade da democracia.
Saudade do Lula.
Saudade do Brasil.

Por EMIR SADER
Colunista do 247, Emir Sader é um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros

http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/280599/Saudade-do-Lula-saudade-do-Brasil.htm

Erika Kokay comemora decisão da justiça que autoriza permanência de moradores da Vila do Boa, em São Sebastião



A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) comemorou a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que autorizou a permanência de cerca de 150 famílias na expansão da Vila do Boa, em São Sebastião-DF.

“As famílias que vivem há quase 10 anos na área, alcançaram uma importante vitória”, disse a deputada federal Erika, que se soma à luta das famílias por moradia desde 2010. Para a deputada, a medida é fundamental, pois confere legitimidade aos moradores para continuarem buscando os meios legais e constitucionais pelo direito à moradia digna para todos.

A decisão da Terceira Turma Cível do TJDFT, transitada em julgado, declarou a nulidade das notificações de demolição e dos autos de infração, bem como determinou que a Agência de Fiscalização do Distrito Federal deixe de realizar qualquer ato de demolição dos imóveis, enquanto não for instaurado processo administrativo pelo Governo do Distrito Federal para apurar a sua real situação, de modo a garantir o contraditório e a ampla defesa aos moradores.

Na sentença, proferida em dezembro de 2016 e publicada em fevereiro de 2017, os magistrados asseguram a permanência das famílias na área e destacam que a alegação do Poder Público de que o local não seria passível de regularização não se sustenta, uma vez que os órgãos competentes, por vezes provocados, jamais apresentaram qualquer manifestação técnica sobre o assunto.

Em resumo, a decisão dos desembargadores autorizou a permanência das famílias no local e anularam os atos de infração/demolição.

Organização e resistência em defesa da moradia

A deputada Erika sempre defendeu a inclusão das famílias da Expansão Vila do Boa na política habitacional do DF, em especial, as família de baixa renda. Em parceria com os mandatos dos deputados distritais Wasny de Roure (PT-DF) e Arlete Sampaio (PT-DF), cobrou a atuação do GDF para viabilizar o processo de regularização da área. Além da atuação dos parlamentares, a comunidade também contou com o apoio do Fórum de Entidades Sociais de São Sebastião.

Por iniciativa da deputada, diversas reuniões foram realizadas com órgãos governamentais, sempre com a participação das lideranças comunitárias. Numa dessas primeiras reuniões, realizada in loco, convidou diversos órgãos do GDF (Caesb, Codhab, CEB, Secretaria de Saúde, DFtrans, etc.) para discutir soluções viáveis para inúmeras demandas, como ausência de infraestrutura e de serviços públicos, rede de água encanada, energia elétrica, serviços de saúde, de transporte público e escolar, dentre outros.

“A importância da decisão do TJDFT está no fato de reafirmar, de forma unânime, o direito à inviolabilidade do lar e de permanecerem no local até que o governo, de forma responsável e equilibrada, apresente uma alternativa ou indique uma outra área para as famílias construírem suas moradias, caso realmente não seja possível a permanência delas na área atual”, destacou a parlamentar.

“É fundamental que a comunidade se organize e atue de forma cada vez mais unida para buscar junto aos órgãos públicos soluções a curto ou médio prazo para os problemas do bairro”, destacou Erika, que sempre colocou o seu mandato à disposição das famílias.


Publicado originalmente em:

http://erikakokay.com.br/artigo/ver/id/4084/titulo/erika-kokay-comemora-decisao-da-justica-que-autoriza-permanencia-de-moradores-da-vila-do-boa-em-sao-sebastiao_4084