18 de fevereiro de 2011

Novas vagas para trabalho


A Agência do Trabalhador divulga a lista de vagas disponíveis para esta sexta-feira (18/02). São 555 oportunidades de emprego para pessoas com experiência ou não. Há vagas para aqueles que completaram ensino fundamental e médio, com salários que variam de R$ 540 a 3.000.

Os interessados podem procurar as Agências do Trabalhador nos seguintes endereços:
- Agência Brasília: SCN Q. 1 Bloco D - Galeria Oeste
- Agência Taguatinga: Setor Hoteleiro Sul
- Proj. A - Ed. German - Subsolo - Taguatinga Sul

- Agência Ceilândia: EQNM 18/20 - Bl. B – Lojas 01/05 - Praça do Cidadão - Ceilândia Norte - (ao lado do Procon)
- Santa Maria: QCE 211, Galpão Cultural (ao lado da Adm. Regional)
- Recanto das Emas: Qd. 205, Lotes 101/102
- Sobradinho: Qd. 08, Área Especial 3 (ao lado da Emater)
- P. Sul: EQNP 26/30, Bloco: G. Loja: 05. Av. P3
- Samambaia: QN: 303. Conjunto: 01. Lote 03

Segue a lista de vagas disponíveis:

Acabador de marmore e granito
Acougueiro
Ajudante de acougueiro (comercio)
Ajudante de cozinha
Ajudante de eletricista
Ajudante de obras
Ajudante de padeiro
Ajudante de serralheiro
Alinhador de direcao
Analista de credito (instituicoes financeiras)
Atendente de agencia
Atendente de balcao
Atendente de lanchonete
Atendente de mesa
Auxiliar administrativo de pessoal
Auxiliar de confeitaria
Auxiliar de cozinha
Auxiliar de cozinheiro
Auxiliar de escritorio
Auxiliar de estoque
Auxiliar de jardinagem na conservacao de vias permanentes
Auxiliar de limpeza
Auxiliar de marceneiro
Auxiliar de mecanico de autos
Auxiliar de servicos gerais (manutencao de edificios)
Auxiliar de torneiro mecanico
Azulejista
Balconista de lanchonete
Balconista de loja
Balconista de padaria
Bombeiro hidraulico
Borracheiro
Carpinteiro
Caseiro
Chapeador metalurgico
Chapeiro
Chapista de lanchonete
Churrasqueiro
Confeiteiro
Controlador de pragas
Copeiro
Copeiro
Copeiro de bar
Cortador de marmore
Costureira de maquina overloque
Costureira de maquina reta
Costureira em geral
Cozinheiro de restaurante
Cozinheiro geral
Cumim
Dedetizador
Desenhista de produto grafico (design promocional)
Eletricista
Empacotador, a mao
Encanador
Encanador
Encarregado de limpeza
Encarregado de manutencao
Engenheiro civil
Faxineiro
Fiscal de loja
Funileiro industrial
Garcom
Gesseiro
Graniteiro
Impressor (serigrafia)
Instalador hidraulico
Instrutor de cursos livres
Ladrilheiro
Lanterneiro de automoveis (reparacao)
Lavador de automoveis
Lavador de carros
Manicure
Marceneiro
Marceneiro de moveis
Mecanico
Mecanico de auto em geral
Mecanico de equipamentos industriais
Mecanico de manutencao de ar condicionado
Mecanico de motor a diesel
Mecanico de refrigeracao
Mecanico de suspensao
Mecanico eletricista de automoveis
Meio oficial mecanico de ar condicionado
Mestre eletricista de manutencao
Monitor de alunos
Montador de moveis de madeira
Montador de moveis e artefatos de madeira
Motoboy
Motorista de automoveis
Motorista de caminhao
Motorista entregador
Office-boy
Oficial de servicos gerais
Operador de bate-estacas
Operador de caixa
Operador de maquinas-ferramenta convencionais
Operador de pa carregadeira
Padeiro
Passadeira de pecas confeccionadas
Pasteleiro
Pedreiro
Pedreiro de fachada
Pintor de automoveis
Pizzaiolo
Polidor de metais
Promotor de vendas
Promotor de vendas
Publicitario
Recepcionista bilingue
Reparador de aparelhos eletrodomesticos (exceto imagem e som)
Repositor de mercadorias
Representante comercial autonomo
Saladeira
Salgadeira
Serralheiro
Servente de obras
Soldador
Supervisor de telemarketing e atendimento
Tapeceiro a mao (tapetes)
Tapeceiro de veiculos
Tecnico de eletricidade
Tecnico de enfermagem
Tecnico de refrigeracao (instalacao)
Tecnico eletronico
Tecnico eletronico
Tecnico em eletromecanica
Tecnico em ferramentas eletricas
Tecnico em manutencao de equipamentos e instrumentos medico-hospitalares
Tecnico mecanico em ar condicionado
Topografo
Vendedor - no comercio de mercadorias
Vendedor de servicos
Vendedor interno
Vendedor lojista
Vendedor pracista
Vidraceiro


Secretaria de Trabalho

15 de fevereiro de 2011

Varejo tira as drogas de cena em São Sebastião

Cidade cuja origem precede a construção de Brasília, São Sebastião atraiu gente de todos os cantos do País e hoje soma quase 120 mil habitantes.


Diego Amorim

Publicação: 15/02/2011
As mais importantes lojas populares de eletrodomésticos e calçados do país ocuparam o espaço de bocas de fumo em São Sebastião. A avenida que até cinco anos atrás era ponto de encontro de usuários e traficantes de drogas hoje reúne magazines lado a lado. A movimentação no centro comercial mais badalado da cidade agora é à luz do dia, ao longo da semana. O tráfico e a violência não são problemas resolvidos, mas o dinamismo da economia local ajudou os moradores a conquistar a liberdade de sair às ruas e consumir bens e serviços.

São Sebastião nasceu antes mesmo da capital federal. Naquela região, a 26km do centro de Brasília, foram instaladas as olarias que forneciam os tijolos usados para erguer os monumentos de Oscar Niemeyer. A tímida agrovila ganhou a condição de região administrativa em 1993 e, desde então, passou a crescer ainda mais rápido. Novos bairros surgiram e trouxeram asfalto para as ruelas empoeiradas. O governo criou linhas de ônibus e levou água, esgoto e energia elétrica para as áreas desabastecidas. A infraestrutura atraiu mais gente e a população atingiu a marca de 100 mil pessoas.

O adensamento populacional forçou o desenvolvimento do comércio. Hoje são cerca de 1,2 mil empresas espalhadas pela cidade, com destaque para supermercados, madeireiras e lojas de material de construção. O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Sebastião, José Carvalho Pereira Júnior, acredita que, apesar do avanço, há muito espaço para investimentos, principalmente nas áreas de lazer e  gastronomia. “Não temos churrascaria, por exemplo. Os moradores passam o fim de semana com dinheiro no bolso, mas não têm onde gastar”, comenta.

A expectativa é que, nos próximos anos, a região se consolide como importante centro econômico do Distrito Federal. Com o lançamento da primeira etapa do Setor Habitacional Mangueiral, até 2014 são esperados 20 mil novos habitantes. “Toda essa gente vai consumir em São Sebastião”, prevê Júnior. O sócio-diretor da Valorum Consultoria em Gestão Estratégica, Marcos André Melo, lembra ainda o potencial consumidor de moradores de condomínios de luxo, como o AlphaVille, que está sendo erguido naquela direção. “Isso também vai mexer com a economia da cidade”, aposta.

Reivindicações
O desenvolvimento fez surgir prédios de até quatro andares, o que era improvável na opinião dos mais antigos. Em geral, a população mostra-se satisfeita com as mudanças ocorridas na última década. “Agora a gente pode comprar de tudo aqui. Quando eu era pequena, precisava descer para o Plano (Piloto)”, compara a professora Elizete Rodrigues, 32 anos, filha do fundador da cidade, o conhecido Tião Areia. “Só que a gente sempre quer mais. Faltam bancos e o atendimento no comércio precisa melhorar”, reclama Elizete, nascida e criada em São Sebastião.

Nos supermercados da cidade, os clientes exigem produtos de primeira linha. “Se colocar marcas ‘tipo dois’ nas prateleiras, não vende”, conta Francisco Guilherme dos Santos, 44 anos, dono da rede que mais cria empregos na região administrativa. Somam-se 200 funcionários nas duas lojas. “Quando abri a segunda unidade, em 2007, muita gente me chamou de louco. Resolvi apostar e deu certo”, comenta ele, filho de pioneiro, que chegou ao DF aos 5 anos. “Vendemos uma fazenda para abrir o comércio na cidade”, conta Santos. O faturamento da empresa cresce a cada ano.

Até outubro, a primeira unidade da rede de supermercados, inaugurada em 1990 como açougue e sacolão, será transferida para um espaço duas vezes maior, de 2 mil metros quadrados. O investimento será de R$ 2,5 milhões. “Acredito nisso aqui”, reforça Santos. “Com o Mangueiral pronto, tenho certeza de que o movimento ficará ainda melhor”, completa. Além dos moradores da cidade, o comércio de São Sebastião atende a demanda dos condomínios do Jardim Botânico e mesmo do Lago Sul. A feira permanente é uma das tradições que atrai centenas de pessoas durante a semana.

Novo bairro
Quando for concluído, o Setor Habitacional Mangueiral terá
8 mil casas e apartamentos e abrigará cerca de 30 mil moradores. O novo complexo possui 200 hectares e se estende ao longo da DF-463, em direção a São Sebastião. Os imóveis serão destinados a pessoas que ganham até 12 salários mínimos, preferencialmente inscritas na Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab).

Agropecuária é o forte da economia
Rodeada por fazendas e no caminho do município mineiro de Unaí — importante polo agrícola do Centro-Oeste —, São Sebastião tem uma agricultura forte, que movimenta o mercado de produtos agropecuários. Apesar de pertencer oficialmente à região administrativa do Paranoá, a área do Programa de Assentamento Dirigido do DF, conhecida como PAD-DF, também impulsiona o consumo de bens e serviços em São Sebastião, por conta da proximidade com a cidade.

O PAD-DF se destaca pelas plantações de soja (uma das maiores do país), milho, feijão, trigo e sorgo. A área possui cerca de 88 mil hectares e abriga 6 mil pessoas espalhadas pelas agrovilas Capão Seco, Lamarão, Cariru, Riacho Frio, Quebrada dos Neris, Café Sem Troco, Jardim I e II, Sussurana, Buriti Vermelho, São Bernardo e Itapeti. Os produtores respondem por mais de R$ 100 mil em impostos por mês, segundo a Cooperativa Agropecuária da Região do DF (Coopa-DF).

O paraibano Francisco Pereira de Souza, 61 anos, conhecido como Chaguinha, chegou à zona rural de São Sebastião em 1980. Começou como vaqueiro em uma chácara e hoje é dono de uma propriedade de 23 mil metros quadrados onde planta e colhe o sustento da família: são seis filhos e 17 netos. “Mas comigo moram só umas 10 pessoas”, conta. Com financiamento de R$ 18 mil, ele se prepara para, em 2011, deixar prontas cinco estufas. Ali serão produzidos pepino, alface, tomate, pimentão, pimenta-de-cheiro, milho e abóbora.

A colheita continuará sendo vendida nas Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa) duas vezes por semana e, aos sábados e aos domingos, na Feira de Planaltina. “Parece que está dando certo, né? Comecei no regador e, com o tempo, a gente foi se ajeitando”, comenta Chaguinha. Ele mal sabe escrever o nome, mas não deixa de fazer planos. “Este ano, ainda vou comprar um caminhão para transportar melhor os produtos. O Opala já ficou velho.”

Agricultura
O Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF) começou a ser executado em 1977, com o objetivo de incorporar as terras inexploradas ao processo produtivo. O programa, situado no km 5 da BR-251 — Brasília/Unaí (MG) —, abrange uma área de 61 mil hectares para o plantio de cereais, hortifrutigranjeiros, bovinocultura e avicultura. O local é considerado referência em tecnologia
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/02/15/interna_cidadesdf,237807/varejo-tira-as-drogas-de-cena-em-sao-sebastiao.shtml

12 de fevereiro de 2011

"Nas Ruas do RAP" com o grupo Imagem de Rua (São Sebastião-DF)




"Nas ruas do RAP" têm como idéia além de divulgar o trabalho dos grupos, mostrar um pouco das quebradas que representam e ao mesmo tempo proporcionar momentos de lazer e cultura para comunidade.

Nesta edição excepcionalmente foi feito uma surpresa para o integrante do grupo Imagem de Rua, Gonágas, que sem saber do evento topou o desafio improvisado e representou pelas ruas de São Sebastião.


Inscreva seu grupo e envie sugestões de grupos para: revistaderole@gmail.com

Veja muito mais em www.revistaderole.com

Coleta Seletiva em São Sebastião-DF


Gerar renda a partir do lixo nosso de cada dia e colocar em prática ações para um ambiente mais sustentável são os objetivos centrais da iniciativa. 

9 de fevereiro de 2011

Centro de reciclagem ajuda comunidade de São Sebastião

Iniciativa de um morador da cidade resulta na criação de um centro de reciclagem que, além de representar uma fonte de renda, ajuda a comunidade a desenvolver a consciência ambiental e a evitar uma série de doenças


Thaís Paranhos
Publicação: 09/02/2011
 
O morador de São Sebastião João Ildebrando Santana, 48 anos, mais conhecido como Seu Santana, encontrou no lixo uma forma de ganhar a vida e também de ajudar o meio ambiente. Ao lado de dois amigos, ele fundou, no ano passado, a Eco Vida Recicláveis, uma empresa que ainda não saiu do papel, mas já está fazendo a diferença. Com a ajuda de dois voluntários, os três realizam um trabalho para incentivar as pessoas a separarem o lixo seco do orgânico e depois fazem uma triagem dos materiais que serão reciclados e transformados em novos objetos. Os autores da ideia sonham alto e querem estender o projeto a toda a cidade e, quem sabe, a todo o Distrito Federal.

Todos os dias eles saem às ruas para divulgar esse trabalho. Passam de casa em casa para distribuir as sacolas ecológicas — feitas de material reciclável — nas quais o lixo deve ser separado e recolhem os materiais selecionados que podem ser reciclados. Utilizam dois carrinhos de mão adaptados com duas sacolas para guardar o que for recolhido. “Mas nós precisamos de pelos menos 20 desses (carrinhos) para dar mais dignidade ao trabalho e mais oportunidade para quem quer ajudar. Sem contar que poderíamos aumentar a produção”, acredita Seu Santana. Cada carrinho custa em média R$ 450 e serve também para divulgar o projeto e as parcerias. Todo o dinheiro utilizado nesse investimento vem de parcerias e do próprio bolso dos fundadores.

Quem passa pela casa de Stênio Costa, 58 anos, um dos criadores da Eco Vida, estranha a quantidade de sacolas cheias de lixo que chegam todos os dias. É lá que funciona a sede improvisada da Eco Vida Recicláveis. O material selecionado que será vendido para as empresas de reciclagem fica espalhado pelo jardim até ter o destino confirmado. É também na residência de Stênio que a voluntária Noêmia Faustino, 40 anos, moradora de São Sebastião, faz a triagem do que pode ser reaproveitado. “Gosto do trabalho porque arrumei uma forma de contribuir com a melhora da cidade”, diz. Ela recebe uma ajuda de custo para pagar passagem e alimentação.

PARA SABER MAIS

Cidade antiga
A ocupação da área onde hoje está situada São Sebastião começou em 1957, com as instalações de várias olarias, em função das obras da construção de Brasília. Após a inauguração da capital federal, as olarias foram aos poucos sendo desativadas e deram lugar às primeiras construções ao longo do córrego Mata Grande e do ribeirão Santo Antônio da Papuda. A Agrovila São Sebastião tornou-se a 14ª Região Administrativa em 25 de junho de 1993. O nome da cidade é uma homenagem a um dos primeiros comerciantes locais.

* Fonte: Administração Regional de São Sebastião


Trabalho conjunto

Uma doença incentivou Adriano Freitas Prado, 26 anos, também morador de São Sebastião, a dar vida ao projeto Eco Vida Recicláveis. Ele teve dengue e sabe da importância de não deixar objetos que possam acumular água e contribuir para a proliferação do mosquito Aedes Egypti. “Sei o que uma garrafa PET com água no meio da rua pode fazer com a nossa saúde”, alerta. Ele acredita que, com o trabalho de reciclagem, pode evitar doenças e contribuir com a saúde da cidade.

Já Seu Santana conta que nunca pensou em trabalhar com o lixo e que a ideia surgiu por acaso. Ele era funcionário de uma empresa de locação de contêineres e começou a perceber que muitos objetos jogados fora ainda tinham condições de ser usados. A partir dessa reflexão, ele decidiu se juntar a Stênio e levar adiante a ideia de recolher aquilo que poderia ser aproveitado. “Ainda estamos no início. Temos muito o que aprender e não falta boa vontade. Mas isso só será possível com a ajuda da comunidade e de parcerias”, admite. O próximo passo de Santana é instalar pontos ecológicos, ou seja pontos de coleta, nas escolas da cidade. A regional de ensino já autorizou a ideia.

A iniciativa dos três moradores de São Sebastião chamou a atenção de outras pessoas. Francisco Neri é membro da ONG Centro de Educação Popular de São Sebastião. Eles fazem um trabalho voltado para os jovens e se interessaram pelas atividades desenvolvidas pelo Eco Vida Recicláveis. Neri conta que a ONG estuda meios de ajudar o projeto de Seu Santana e adianta que vão instalar na sede da organização um ponto ecológico para contribuir com a reciclagem. Mas para ele o mais importante é educar os moradores. “Falta a conscientização da comunidade, o trabalho tem que ser feito dentro de casa”, destaca.

Doença
Em janeiro de 2011 foram registrados 246 casos da doença, segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Esse número aponta uma redução de 64% nos registros, que no mesmo período do ano passado chegaram a 692. O DF declarou epidemia de dengue em fevereiro de 2010.

Como colaborar
Quem quiser ajudar o projeto Eco Vida Recicláveis pode ligar para os números 9916-4348, 8131-9129 e 8543-3408.  

ContribuiçãoDepois de fazer a triagem do lixo e separar aquilo que vai para a reciclagem, eles entram em contato com as empresas compradoras do material selecionado. Seu Santana conta que já fizeram negócios com empresários de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas atualmente a maior saída, fora de Brasília, é Goiânia. O preço do quilo pode variar entre R$ 0,05 e R$ 0,90, dependendo do material. Os voluntários recolhem uma média de 2 toneladas por semana. Stênio Costa acredita que poderia triplicar a renda se eles tivessem os 20 carrinhos de mão.

Orgulhoso da profissão que escolheu, Costa acredita que, se cada um dos moradores de São Sebastião fizesse a coleta seletiva em casa e evitasse jogar lixo na rua, a cidade teria outra cara. “Estou dando a minha parcela de contribuição, sei que é um trabalho de formiguinha, mas é assim que se começa.” Ele afirma que o trabalho com lixo é muito gratificante. “Nós amamos o que fazemos. Trabalhava como pintor, mas abandonei o que fazia porque passei a amar a reciclagem. Quando vejo que uma pessoa está mais consciente sobre o destino do lixo, fico ainda mais feliz.”

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/02/09/interna_cidadesdf,236778/centro-de-reciclagem-ajuda-comunidade-de-sao-sebastiao.shtml

7 de fevereiro de 2011

Cultura e Cidadania para quem precisa

 Quadra 305 do Residencial Oeste foi palco  da III Ação Cultural da Frente


A Frente de Defesa Política de São Sebastião-DF realizou, nesse último domingo (06/02), a sua terceira ação cultural na comunidade. Desta vez, o espaço escolhido para ser palco de mais uma ação foi a Quadra 305 (Residencial Oeste).



A iniciativa tem por objetivo levar atrações culturais, atividades de esporte e lazer para crianças, jovens e  adultos, de bairro em bairro, e assim proporcionar opções diferenciadas de entretenimento aos finais de semana, bem como contribuir para que os moradores se apropriem gradualmente das diversas  manifestações produzidas a nível local e regional.

Com essa terceira edição, a Frente vem reafirmar o desejo de irradiar cultura e cidadania para quem  de fato precisa. Participaram do evento, além dos alunos da Escola de Capoeira Espírito de Liberdade, coordenada pelo contramestre Cipó, o artista Gonagas (Imagem de Rua), o talento mirim Ícaro (cover de Michael Jackson) e a talentosa Mary (moradora que soltou a voz cantando ao lado de Gonagas).



Registrem-se aqui os agradecimentos aos moradores, em especial às crianças, que dançaram e encantaram o público com o seu inconfundível carisma e  sua  natural espontaneidade, ao Bob Cash pelo super apoio e aos demais integrantes da Frente que se fizeram presentes e contribuiram para a realização de mais uma ação da FDPSS-DF.

FDPSS-DF

6 de fevereiro de 2011

GDF lança Plano de Transparência e Combate à Corrupção


Projeto estabelece critérios rígidos para aumentar eficiência, estimula participação da sociedade e estabelece padrões éticos que deverão ser cumpridos por toda a esfera de governo.

O governador Agnelo Queiroz lança hoje o Plano de Transparência e Combate à Corrupção. O projeto inovador estabelece normas e procedimentos relacionados às ações de governo e cria mecanismos para aumentar a transparência e a participação social. As ações, definidas como prioridade pelo atual governo, compreendem aspectos que já estão sendo cumpridos e metas a curto, médio e longo prazo. As diretrizes não ficarão restritas à Secretaria de Transparência e Controle, mas irão permear todos os órgãos da Administração Pública do DF.

O Plano inédito é composto por 21 medidas, subdivididas em cinco áreas de atuação: aumento da transparência, combate à corrupção, aperfeiçoamento da gestão, ampliação dos instrumentos de combate à corrupção e fomento à participação da sociedade. As três principais diretrizes são o aumento da transparência, a melhoria da gestão por meio da simplificação de processos e redução de burocracia e fortalecimento da ação repressiva contra servidores e empresas que tenham praticado qualquer tipo de irregularidade.

“Agora como governador eleito e empossado, não falo mais de propostas, promessas. Chegou a hora de transformá-las em medidas, em ações reais de governo. Me sinto honrado por ter sido escolhido pelos brasilienses para pôr fim ao longo período de escândalos e desmandos das gestões anteriores”, afirmou o governador Agnelo Queiroz. “As velhas práticas que envergonharam nossa capital não terão mais lugar nesta cidade. Cidade que tem de servir de exemplo para o Brasil”, completou.

“Não serei conivente com qualquer ato de indignidade de qualquer integrante do meu governo, seja que for. Meu compromisso é com a ética e com a transparência na gestão pública”, arrematou Agnelo Queiroz, durante o lançamento do Plano no Palácio do Buriti.

O governador encaminhará à Câmara Legislativa um Projeto de Emenda à Lei Orgânica do DF para que os mesmos critérios impostos pela Lei da Ficha Limpa aos cargos eletivos sejam adotados na ocupação de cargos comissionados. Mesmo essa postura já sendo adotada atualmente, o governo entende ser fundamental que ela esteja na lei.

Como parte efetiva das ações do Plano de Transparência, o governador assinará hoje três Decretos: o primeiro regulamenta a vedação de nepotismo no GDF, de forma ainda mais rigorosa da que é estabelecida no âmbito federal. O governador e o vice não poderão ter parentes empregados em qualquer secretaria ou órgão da administração direta. O segundo determina que o acompanhamento e a fiscalização dos contratos de maior volume sejam feitos por servidores de cargo efetivo. O último trata da implantação de um sistema de Controle Interno em todos os órgãos do DF, para que o controle seja feito de maneira mais próxima.

Ainda como parte das ações, auditorias emergenciais serão empreendidas nas áreas consideradas críticas pelo governo, como é o caso da Saúde, Limpeza Urbana, Desenvolvimento Social, Pró-DF e nos contratos de informática. A já anunciada redução de cargos comissionados e o estabelecimento de prioridade nas obras inacabadas também estão contemplados no Plano, assim como a reformulação do Portal da Transparência, que conterá informações mais detalhadas, a reestruturação do disque-denúncia e a disponibilização em vídeo das principais licitações governamentais.

No entendimento do governador, quanto mais simplificados forem os processos, menor é a margem para a corrupção, por isso, a diminuição da burocracia é um dos itens que constam no Plano de Transparência e Combate à Corrupção. Também será criado o Código de Ética do servidor do GDF.

“Não existe fórmula milagrosa para acabar com a corrupção no DF. Isso requer um trabalho constante e contínuo que será feito nos quatro anos de governo. O plano em si deixa claro o nosso compromisso com a construção de um novo patamar ético no GDF”, afirmou o secretário de Transparência e Controle, Carlos Higino.

Plano de Transparência e Combate à Corrupção

Aumento da Transparência
1 – Criação da Secretaria de Transparência e Controle, com as novas Subsecretarias de Transparência e Prevenção da Corrupção
2 – Reformulação do Portal da Transparência e da Ouvidoria, com informações mais acessíveis via internet para o cidadão
3 – Disponibilização em vídeo, na internet, das principais licitações
4 – Reestruturação do disque-denúncia, criando política de segurança aos denunciantes

Combate à Corrupção
5 – Prioridade para os processos disciplinares contra servidores envolvidos nos grandes casos de corrupção, como os da Caixa de Pandora
6 – Auditorias emergenciais nas áreas de Saúde, Limpeza Urbana, Desenvolvimento Social, Pró-DF e nos contratos de informática
7 – Processos administrativos contra empresas denunciadas por supostas fraudes nos governos anteriores
8 – Os contratos terão cláusulas indicando um número de telefone 0800 para denúncias de irregularidades

Aperfeiçoamento da Gestão
9 – Redução do número de cargos comissionados, sobretudo aqueles de menor remuneração, que não permitem a contratação de servidores mais qualificados
10 – Balanço das obras inacabadas, com o estabelecimento de prioridades e a erradicação de irregularidades
11 – Redução e simplificação de procedimentos

2 de fevereiro de 2011

Supernova promove cursos gratuitos de capacitação


Reciclando ideias para um ambiente mais sustentável


Um galpão localizado às margens da Avenida São Sebastião, próximo à entrada do setor Morro da Cruz, de longe chama a atenção de quem passa. Em um primeiro momento, a enorme abundância de lixo concentrado em uma área cuja extensão é de, aproximadamente, a de um campo de futebol, deixa evidente que ali se trata de mais um dos tantos lixões e aterros que se espalham  ilegalmente pelos rincões da cidade, certo? Errado.


Quem se aproxima um pouco mais do local, percebe logo que por ali há muito trabalho sendo feito e a fazer. Trabalho sistemático, não tenha dúvida. São dez da manhã e o astro-rei já é abrasador. Em meio a um monturo de papelão,  garrafas pet, latinhas de alumínio e um sem-número de outros objetos, surgem de chapéu na cabeça e de mãos desprotegidas, rostos tremendamente suados, seu Santana, uma mulher  e um garoto, além  de um senhor de cadeira de rodas, seu Manoel. O pequento grupo  estava a fazer a separação de vários resíduos. Material comum, vidro, metal, plástico e papel  passam pelas mãos deles. O trabalho, por demais minucioso, é feito todos os dias, há pelo menos cinco meses. 

Com um carrinho improvisado fabricado com pneus de bicicleta e  sucata de geladeira, ladeado por dois banners que tentam "vender" a ideia  do trabalho de coleta seletiva,  seu Santana e os ajudantes percorrem rua a rua, casa a casa e recolhem lixo às pampas e  assim ressignificam o valor e a utilidade daquilo que usamos, abusamos e depois nos desfazemos  sem a menor preocupação, coisas que supostamente não teriam mais a menor serventia para nada. E haja carrinho e disposição do grupo para recolher tanto lixo produzido.

À primeira vista, o trabalho pode até parecer de formiguinha, mas depois de encetarmos uma boa palestra com seu Santana, fica evidente que a iniciativa  é uma intenção muito válida e necessária em tempos como este em que a onda de consumismo desafia afoitamente os limites da natureza e atropela brutalmente os pactos e convenções internacionais,  firmados  em especial pelos países emergentes  em prol de um meio-ambiente social e economicamente mais sustentável e menos poluído para as  presentes e futuras gerações. 

Pensando assim, chega a parecer que seria uma questão de tempo para que  o ser humano assimilasse a fundamental importância da coleta seletiva e de outras ações ambientalmente corretas, haja vista o estado crítico em que se encontra o planeta. Neste tocante, não ficam de fora algumas áreas de São Sebastião,  degradadas  predominantemente em conseqüência, dentre outros fatores, da má destinação do lixo. Mas, ao contrário, nem mesmo os horrendos e trágicos cataclismas que pipocam mundo a fora tem alarmado a consciência humana. A qualquer momento, sem hora marcada e sem avisar o dia e o local, a natureza ainda há de expurgar  de uma vez por todas suas dores e rancores contra a humanidade, numa fulminante "catarse natural".

No intuito de oferecer a melhor destinação  à inesgotável quantidade de resíduos urbanos  incessantemente produzidos, seu Santana e mais dois amigos, Stênio e Manoel, criaram a ONG Eco vida Recicláveis. “O projeto de coleta seletiva domiciliar consiste em tirar das ruas justamente os resíduos passíveis de reciclagem. A nossa ideia é não apenas realizar a coleta, mas principalmente dar um destino adequado para ela”, esclarece Santana.



Para seu Manoel, cofundador do projeto, o maior desafio mesmo é conscientizar a população e fazê-la aderir a essa iniciativa. “Nossas ações já tem surtido um certo efeito. As pessoas estão nos ligando e já começam a fazer o processo de seleção do lixo em suas casas”, confirma, otimista. 

Apesar das boas ideias e da boa vontade dos responsáveis pelo projeto Eco Vida, sabemos que o apoio e a participação do Poder Público, da iniciativa privada e da comunidade são fatores substanciais e decisivos para que a iniciativa deslanche de vez por aqui. “Estamos lutando com muita dificuldade e sabemos que não é fácil educar quem quer que seja nesse sentido, mas contamos com o apoio de todos para termos uma cidade mais limpa, uma cidade que saiba oferecer a melhor destinação ao lixo que produz”, reconhece  Santana. O cuidado com o nosso lixo, mais do que uma questão de consciência, é uma questão educacional.

O projeto está sendo desenvolvido em parceria com várias escolas de São Sebastião-DF e busca o apoio da Administração Regional e de empresas como meio de ampliar o trabalho de coleta seletiva, estendendo-o também para residências e outros espaços sociais, como igrejas, ONGs, órgãos públicos e o comércio. Para participar do projeto e ou/colaborar  com o mesmo, basta agendar uma visita e solicitar a instalação de um mini-contêiner no local desejado. Adote um mini-contêiner e contribua para uma cidade mais pura e limpa.

Contato e agendamento:
61-9916-4348 (Falar com o seu Santana)

Para mais informações sobre coleta seletiva, clique aqui.

Por Francisco Neri