25 de abril de 2011

Conferência Distrital da gestão democrática da educação resgata as boas práticas do ensino público no DF e coloca como necessidade vital o empoderamento da comunidade escolar na construção coletiva de uma educação cidadã.



Por Francisco Neri
Na última quarta-feira (20/04) foi realizada a Conferência Distrital da Gestão Democrática da Educação no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, das 09 às 18h. O governador Agnelo Queiroz participou da abertura e ressaltou a importância da iniciativa ao elogiar os resultados positivos das conferências já realizadas. Agnelo também declarou o seu compromisso com a educação e homenageou os professores. “Valorizar aqueles que cuidam das nossas crianças é fundamental e resgatar o orgulho de viver em Brasília passa pela profunda transformação do nosso sistema educacional”, destacou o governador.
Também estiveram presentes à Conferência a secretária de Educação Regina Vinhaes, o secretário adjunto Erasto Fortes, a secretária da Secretaria da Mulher Olgamir Amâncio, a deputada distrital Rejane Pitanga, a diretora do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) Berenice Darc, o diretor do Sindicato dos Auxiliares em Educação (SAE) Denivaldo Alves, o diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), André João, representantes do Fórum GTPA e os representantes das 649 escolas públicas da Rede de Ensino do DF.
Na primeira parte da conferência, os participantes, de forma geral, salientaram os avanços obtidos ao longo dos últimos dois meses, período em que foram realizadas plenárias em todas as Diretorias Regionais de Ensino com o objetivo de promover o debate sobre as propostas para a elaboração de um documento que sintetizasse a proposta de Gestão Democrática da Educação. Dentre algumas mudanças, o documento enfatiza a ação efetiva dos Conselhos Escolares, a criação de Conselhos Regionais nas DREs e de um Fórum Distrital de Educação, além de prevê como política de Estado a Gestão Democrática, a transparência e a autonomia da escola pública.
O momento serviu também para se aprofundar o debate sobre gestão administrativa e financeira, além da contratação de pessoal na rede de ensino. Para Regina Vinhaes, o esforço conjunto de toda a comunidade de Brasília em repensar a gestão democrática da educação sinaliza que o processo de ensino se constitui em uma responsabilidade de todo cidadão. “Garantir que todos tenham ampla participação nos processos de decisão dentro da escola não é apenas um direito democrático, mas condição para uma democracia plena”, esclareceu a secretária.

Boas práticas 
A deputada Rejane Pitanga resgatou as boas experiências do GDF na educação à época do governo Cristóvão Buarque. ”Temos a obrigação moral de fazer um projeto que devolva o caráter público à escola e que garanta à comunidade escolar o papel de sujeito dos processos de decisão na educação”, enfatizou a parlamentar.
“Estamos incumbidos de consolidarmos uma concepção de educação, concebida como direito de cada cidadão”, defendeu a secretária da mulher, Olgamir Amâncio. A secretária chamou a atenção para o fato de a categoria dos professores ser composta por mulheres, o que exige que o processo de gestão democrática do ensino contemple o respeito à diferença de gênero. ”É um desafio enorme trazermos as mulheres para o centro do debate escolar em nome da emancipação feminina”, concluiu.
Erasto Fortes fez um histórico da Educação no Brasil, destacando a relevância de se construir um documento pautado na efetiva participação da comunidade escolar. Para ele, o processo republicano não “republicalizou” o sistema de ensino. “Este momento é histórico. É uma tentativa de resgate da gestão democrática em nosso país e no DF”, salientou.
O diretor nacional da União Nacional dos Estudantes Secundaristas – UBES- salientou as ações afirmativas do movimento estudantil e destacou a necessidade de uma maior valorização e empoderamento dos grêmios, dos conselhos escolares e da comunidade. Defendeu, ainda, uma educação pública de qualidade, além do processo de eleição direta de diretores.

O debate
Na segunda parte da conferência, cada professor recebeu uma cópia da proposta e após a leitura na íntegra, abriu-se a plenária, onde os participantes puderam debater e apontar sugestões para a implementação do projeto. Muitos pontos foram apresentados, como a eleição direta dos diretores das regionais de ensino; os mecanismos de controle social e de acompanhamento da gestão democrática; o direito dos professores temporários participarem da eleição dos conselhos; o Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares; a discriminação e o preconceito existentes contra a pessoa negra nos sistemas de ensino público e privado e a inclusão obrigatória da disciplina História e Cultura Africana e Afro-brasileira no currículo escolar; autonomia financeira, Orçamento Participativo nas escolas, etc.
A versão final do documento será encaminhada a uma comissão composta por representantes da SEDF, da Assessoria jurídica da SEDF, do Sinpro e do SAE. Na sexta-feira (29) o Projeto de Lei será encaminhado à Câmara Legislativa para ser votado.

23 de abril de 2011

Música é um dos sete novos conteúdos obrigatórios nas escolas

Conselheiros Nacionais de Educação dizem que só transversalidade das disciplinas permitirá introduzi-los


Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 23/04/2011



Nos últimos quatro anos foram acrescentados ao currículo da educação básica mais sete conteúdos obrigatórios. Em 2007, uma lei introduziu direitos das crianças e dos adolescentes. Em seguida, em 2008, entrou história e cultura afro-brasileira e indígena. Logo depois, vieram filosofia e sociologia – estas como disciplinas para o ensino médio – e, ainda naquele ano, música. Em 2010, uma emenda somou artes regionais e um decreto estabeleceu educação financeira.



Para cada novo componente foi dado um prazo de adaptação válido para escolas públicas e privadas. A obrigatoriedade do ensino de música começa no próximo mês de agosto, mas o Ministério da Educação (MEC) criou apenas este mês um Grupo de Trabalho para estabelecer a metodologia de implantação do conteúdo. Enquanto isso, algumas redes contrataram profissionais, outras investiram em projetos fora do horário de aula e a maioria ainda não se adaptou.


Pela lei, não é necessária uma disciplina para música, mas apenas a introdução de conteúdos. Dessa forma, diferentes professores poderiam introduzi-la dentro ou fora do horário de aula.


Liane Hentschke, professora de educação musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – instituição que é referência na área no País – defende que o mínimo seja um educador com formação específica e equipamentos musicais. “Dá para começar com o laboratório de informática e trabalhar softwares musicais com os quais as crianças já estão habituadas fora da escola, mas é importante ter um professor com consciência dos objetivos e que saiba introduzir outras músicas” afirma, acrescentando que depois de alguns meses também será necessário apresentar instrumentos.


“É preciso ter pelo menos aparelho de som, DVD, televisão, instrumentos de percussão, de corda, tambores e chocalhos. Para usar a voz, é preciso um profissional que entenda de canto, não é só cantar”, explica.


Ainda assim, ela defende que a música não ocuparia o tempo das disciplinas já existentes, pelo contrário, ajudaria a melhorar a compreensão delas. “Contribui para as capacidades de leitura, comunicação, sociabilidade, ouvir o outro, lógica, interpretação e ainda pode ser uma forma de incluir deficientes diversos”, argumenta.

Solução é integrar

A integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Clélia Brandão, lamenta que o estabelecimento de obrigatoriedade seja traduzido como um imposição de um componente sem conexão com os demais. “A música é fundamental desde a Grécia antiga e queríamos garantir que ela fizesse parte da formação dos jovens, ela agrega e serve para tornar a escola atraente. Agora vemos redes pensando no que dar de forma isolada, por série ou fora do contexto das outras áreas, isso é um modelo falido”, diz.
“

Queríamos garantir que a música fizesse parte da formação por agregar e tornar a escola atraente. Agora vemos redes pensando no conteúdo de forma isolada, por série ou fora do contexto, isso é um modelo falido"
Para ela, a música deveria integrar turmas diferentes e fazer parte de projetos com conteúdos de várias áreas. “A gente tem sido tradicionalista, tratando o aprendizado como uma série de pedacinhos, isso torna difícil acrescentar algo novo, a sonoridade deveria ajudar a unir e não entrar como outro conteúdo separado”. Ela espera que a equipe formada este ano possa esclarecer este “mal entendido”. “A escola tem que ousar ou estamos perdendo tempo.”

Outro conselheiro, José Fernandes Lima, critica a criação de muitos conteúdos novos. Relator de uma proposta de mudança no ensino médio que daria autonomia às escolas para montar suas grades curriculares, ele diz que os conteúdos devem ser dados de forma integrada e que o próximo passo seria tornar mais difícil a imposição de componentes. “Precisa estabelecer que direitos humanos são conteúdo? E educação a favor da diversidade? São coisas que a escola precisa ensinar pelo exemplo e o tempo todo, casos assim não devem ser colocados como componentes sob o risco de serem tratados apenas na aula específica do assunto.”

19 de abril de 2011

Violência nas escolas é tema de Audiência Pública no Senado

Imagem do Google.

Em Audiência Pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nessa segunda-feira (18), o fenômeno da violência nos espaços escolares foi debatido por professores, estudantes, representantes de órgãos públicos e especialistas no assunto. Os participantes chegaram ao consenso de que combater o problema com medidas repressivas não funciona e que é preciso mais investimentos em educação.

Paolo Fontane, representante da UNESCO no Brasil, lamentou que a violência ainda se constitua em um fenômeno social que impede o acesso de milhares de crianças e adolescentes à educação. Segundo ele, no Brasil, 35% dos homicídios são cometidos por jovens. E alertou: “As crianças que sofrem os mais variados tipos de violência fora da escola correm o risco de trazerem essa mesma violência para o ambiente escolar”. Como conseqüência, o desenvolvimento da personalidade, a saúde física, mental e emocional são drasticamente afetados.
Ainda de acordo com Fontane, “o problema está presente nas áreas mais pobres e desassistidas do planeta, onde o sentimento de exclusão é maior. Porém, estudos comprovam que as escolas que mantêm maior vínculo com as comunidades locais, professores que estabelecem diálogo com seus alunos e estudantes que têm o sentimento de pertencimento comunitário representam fatores positivos no enfrentamento da violência.
Antônio Lisboa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), destacou a necessidade de se construir uma cultura da paz na sociedade para depois se pensar uma escola de paz. “Fechar as portas das escolas para alguns porque apresentam o problema “a” ou “b”, não resolve. O caminho é a abertura cada vez maior e a consolidação de uma forte relação com a comunidade. Estamos lidando com um problema social, portanto, um problema de todos”, ressaltou Lisboa. E complementou, dizendo que “é preciso que a escola seja o resultado da convivência positiva dos alunos na sociedade”.
Combate ao Crack
Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo, diante da escalada de atos tão violentos e a cada dia mais trágicos nos espaços escolares, a exemplo do atentado de Realengo, é fundamental desenvolver e aperfeiçoar os recursos psíquicos da comunidade escolar, em especial dos docentes que, segundo ele, não estão minimamente preparados para lidar com esse tipo de situação e muitos menos para identificar os comportamentos indicadores de algum transtorno, como o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), o Transtorno Bipolar, entre outros.
Antônio Geraldo destacou que o combate à violência passa necessariamente pelo combate ao comércio e consumo de drogas, especialmente o crack, droga responsável pelo maior número de mortes entre a juventude brasileira. É preciso também combater o preconceito e os estigmas alimentados contra àqueles que exercem a psiquiatria no país. O especialista chamou a atenção para outro agravante do fenômeno da violência – o bullying e conclamou o apoio de todos à campanha “craque que é craque não usa crack”, a ser lançada nacionalmente, em breve.
Educação deve ser prioridade
O Senador Paulo Paim, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, destacou a importância em continuar debatendo o assunto e que a escolha do tema aconteceu antes do massacre das crianças em Realengo no Rio de Janeiro. O Senador enalteceu a presença na audiência do Coordenador de Educação na UNESCO, Paolo Fontane, do presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Dr. Antônio Geraldo, do professor Antônio Lisboa, representante da CNTE e do Dr.  Luciano Wagner Guimarães Lírio,  Presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Os alunos do Centro de Ensino 4 do Guará participaram da audiência como convidados representando os estudantes de escolas públicas do País.
Participaram também da Audiência Pública, a Diretora do Sinpro/DF, Rosilene Correa; a Subsecretária para Educação Integral, Cidadania e Direitos Humanos do Distrito Federal, Gícia de Cássia Falcão e Yann Evanovick, Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES.
Para Rosilene, o que se gasta atualmente em segurança e leis punitivas poderia ser investido em educação.” A violência escolar é um problema social, portanto o Estado não pode se eximir desta responsabilidade”, afirmou a diretora.
Segundo Yann Evanovick, a escola vive o seu momento de maior crise e precisa urgentemente passar pela reafirmação de valores coletivos e humanos. Ele cobrou que o governo invista mais de 5% do produto interno bruto (PIB) na educação. “Ao destinar apenas 5% do PIB ao setor, o governo demonstra que a educação não é prioridade no país – disse. O estudante lembrou que o Congresso Nacional deverá examinar este ano o Plano Nacional de Educação, que tem como objetivo determinar o que será aplicado no setor até 2020.
- Estamos no ano que pode ser decisivo para os próximos dez anos. É o ano que o Estado brasileiro pode dizer: nós podemos investir um pouco mais em educação – alertou.
Gícia de Cássia relembrou que a diversidade foi o tema colocado em pauta pela Secretaria de Educação do DF para o ano de 2011. “O respeito a todo e qualquer tipo de diversidade é essencial no combate ao preconceito e à violência, até porque a escola não gera de violência. A sociedade é que é violenta”, disse ela.
Precisamos realizar um amplo debate da gestão democrática nas escolas, fortalecer os grêmios estudantis, empoderar a nossa juventude e proporcionar-lhe cultura, esporte e lazer. Só assim combateremos essa doença social chamada de violência, completou a subsecretária.
Com informações de Francisco Neri

15 de abril de 2011

CONVITE

O Instituto Marista de Ação Social – IMAS convida todos a participarem da Oficina "A Arte como Caminho de Formação Humana e Cidadã" 

Dia: 14 de maio de 2011 (Sábado)  
Horário: 9h às 17h
Local: PROMOVIDA Rua do CAIC, 270 - Centro -  São Sebastião - DF - Telefone: (061) 3335 7031.
Preencha a ficha de inscrição abaixo (copie e cole no word e depois envie para forumsaosebastiao@gmail.com )



FICHA DE INSCRIÇÃO OFICINA DE ARTE - A ARTE COMO CAMINHO de FORMAÇÃO HUMANA E CIDADÃ, em SÃO SEBASTIÃO
Em: 14 de maio de 2011 – PROMOVIDA – 9h às 17h
(Por gentileza, preencher os dados corretamente para a elaboração dos certificados)

Nome Completo:
Endereço:

Telefone de Contato:

Celular:

E-mail:

Nome da Instituição:

Endereço da Instituição:

Telefone da Instituição:

Existe em sua entidade aulas ou oficinas de Música, Teatro, Dança ou Artes Visuais?

Há intenção de implementá-las?

Qual a faixa etária média dos seus educandos?


FAVOR ENVIAR ESSA FICHA PREENCHIDA PARA: forumsaosebastiao@gmail.com ou entregar em mãos
até dia 29 de abril de 2011.

14 de abril de 2011

Programa Alternativo destaca os diversos projetos da Escola São Francisco

O Programa Alternativo exibido no último  dia 22 de março  abordou alguns projetos desenvolvidos no Centro de Ensino Médio 01, Escola São Francisco de São Sebastião. Lá existem 40 projetos em andamento, sendo o carro chefe o projeto: "Mediação de conflitos", cuja finalidade é resolver por meio do diálogo os conflitos sem a necessidade de punição, fazendo com que o ambiente escolar fique mais atrativo e respeitoso, tanto para alunos quanto para professores. Esse projeto conta com a parceria do Instituto Pró-Mediação sem fins lucrativos e tem apresentado mudanças reais no comportamento dos alunos.


A diretora da Escola, Ghisa Porto, destaca que "esses avanços não significam que não tenhamos problemas, mas mudamos a maneira de resolvê-lo". Vários outros projetos também são destacados no Programa Alternativo, como: a confecção de bonecos, teatro, dança, xadrez, pintura em tela, aulas de violão, plantio de horta e até um viveiro que funciona em parceria com a Embaixada da Holanda.

O programa, apresentado pelo SBT, é transmitido aos sábados, às 13h15 e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser enviadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Oficinas Populares de Captação de Recursos do Fundo de Apoio à Cultura - FAC


Oficinas gratuitas de caráter continuado, voltadas para o público local: artistas, militante e produtores culturais, que queiram capacitar-se na elaboração de projetos artísticos e culturais. As oficinas presenciais ocorrerão em cinco cidades do DF: Itapoã, Paranoá, São Sebastião (2 turmas), Ceilândia e Recanto das Emas.
 
Patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF, o projeto tem por objetivo: Contribuir para a compreensão dos movimentos históricos que levaram à criação do FAC; Orientar produtores e artistas locais, quanto à elaboração e execução de projetos que visam garantir assistência cultural, para a redução das desigualdades de acesso à cultura; Formar pessoas capazes de elaborar e executar projetos para o FAC, acompanhando-as desde o cadastramento do CEAC (Cadastro de Entes e Agentes Culturais do DF) até a apresentação do projeto; Incentivar, capacitar e orientar os artistas e produtores de cinco das cidades a se cadastrarem no CEAC e a elaborarem projetos para o FAC; Fornecer informações necessárias à elaboração de um bom projeto cultural; Prestar assistência e orientação por meio do grupo de discussão, das reuniões on line e promover o intercâmbio e a interação cultural entre os alunos das oficinas das cidades contempladas.

Inscrições pelo site: http://www.culturanaveia.com.br/ (São Sebastião até 15/04)

As oficinas acontecerão em 3 módulos:

Módulo I: Como e por quê se cadastrar no CEAC (para pessoas que ainda não conhece o FAC e ou não tem o cadastro);
Módulo II: Elaboração de Projetos (Como o edital deste ano vai abril em maio, dá tempo das pessoas fazerem seus projetos com orientação);
Módulo III: Como prestar contas (Ensinas as pessoas a prestarem contas de acordo com o projeto elaborado).

Contato:
Claudia Almeida
3036-1266/9170-3902
 

A PAZ E A ESPERANÇA VENCERÃO O MEDO E A MORTE.

     Já estamos cansados de conviver com cenas de violência em nossa sociedade. A violência está por toda a parte, seja no lar, seja no bairro, seja no trabalho, seja em festas, diversões, e agora se mostra presente na escola também.
      O mundo está chocado e horrorizado com o que aconteceu naquela escola na cidade de Realengo no estado do Rio de janeiro. Várias crianças tiveram suas vidas ceifadas por um jovem desequilibrado que foi a escola com a intenção de aniquilar aqueles jovens inocentes e indefesos. Muitas perguntas estão sendo feitas no sentido de buscar respostas para tamanha barbárie. Vou levantar um questionamento um tanto quanto importante: O que levaria um jovem a cometer um ato cruel e tão repugnante?
     Para se ter uma resposta clara dessa pergunta, só fazendo uma leitura da atual conjuntura familiar de nosso país, e ai somos obrigados a fazermos outro questionamento: Que tipo de família nós temos? Em sua grande parte vemos famílias totalmente desestruturadas, pais separados, clima de guerra dentro do lar, pais e filhos que não buscam o entendimento, adultério e a falta de carinho e atenção, entre ambos dentro de casa, se tratam como se fossem estranhos, com uma frieza inconcebível, atípica a seres humanos que, por natureza, são agraciados com o amor de Deus.
     Muitos culpam o governo por haver tantas famílias em processo de destruição. Concordo em parte com essa afirmação e credito ao governo sua parcela de culpa. Entretanto, o maior culpado pelo o que há de errado na família somos nós próprios. Para se ter uma idéia da gravidade dessa situação, se nós não fizermos a nossa parte dentro de nosso lar, o governo não poderá entrar lá para fazer. Temos que ter a consciência de que as famílias são a base de um país. Famílias fortalecidas são sinônimo de um país próspero.
Voltando a questão da violência, vamos abordar a situação local. Vamos falar de nossa cidade São Sebastião, que no dia 03/04/2011, teve um domingo sangrento, com ocorrências de homicídios em alguns bairros. É aquela velha situação das brigas de nossos jovens envolvidos em gangues e tráfico de drogas. Esse problema já ficou tão banal que algumas pessoas já lidam com naturalidade quando há confronto entre as gangues e alguns de nossos jovens perdem o que há de mais precioso em si: a vida.
     Como sociedade civil organizada, temos que nos mobilizar para exigir o fim dessa situação que afeta a comunidade como um todo. Somos na grande maioria em São Sebastião, cidadãos e cidadãs de bem, pessoas cumpridoras de nossos deveres perante a lei. Não vamos aceitar que uma pequena parcela da população, que por algum motivo injustificável, prefere viver na criminalidade praticando os mais diversos ilícitos. Não vamos permitir que furtem os nossos sonhos, a nossa alegria de viver e a nossa paz.
     Ainda há uma luz no fim do túnel! Há esperança, sim. Temos sangue novo na força policial de nossa cidade. O Delegado-Chefe da 30º DP, Maurílio Rocha, e o Tenente-Coronel Lúcio César, comandante do 21º BPM, estão bastante empenhados e trabalhando diuturnamente com suas equipes de guerreiros e defensores da sociedade, para proporcionar ao nosso povo dias de paz e de tranqüilidade, que nossa gente tanto merece!
     A mensagem que o atuante Jornal Daqui deixa para a comunidade é a seguinte: amem mais uns aos outros, sejamos mais compreensivos, mais generosos, mais carinhosos, ajudemos mais o nosso próximo, vamos sorrir mais, dançar mais, cantar mais, praticar esportes, orar e rezar mais, abraçar mais, fazer trabalhos voluntários.  Então, estamos combinados. Tudo de bom e vamos fazer mais, mais, mais e muito mais, e assim mudaremos a realidade do nosso lar, do nosso bairro, do nosso Estado, do nosso País e até do mundo. Só o amor tem o poder de transformação, e crendo nisso vamos exercer em sua plenitude o amor que Jesus cristo cultivou em nosso coração ainda no ventre de nossa mãe. Ame a Deus e ame o seu próximo como a si mesmo e assim seremos felizes e viveremos num mundo de paz e harmonia.
Por Rumaldo Filho (Junior do Jornal Daqui)

Em defesa do SUAS, Rede Socioassistencial e Organizações da Sociedade Civil realizam Primeira Conferência Livre de Assistência Social de São Sebastião

                                   O Instituto Federal de Brasília - IFB Campus São Sebastião, foi palco da Primeira Conferência Livre de As...