Absurdo!

Prezados (as),

Nas linhas que se seguem, temos as palavras de profunda revolta de uma companheira velha de guerra da educação em nossa cidade, a conhecida e destemida professora e diretora do CED São Francisco, Leisa Sasso. O motivo da indignação, muito justo, é o fato de que alguns alunos do 3° ano do Ensino Médio da referida escola que passaram na UnB no primeiro semestre de 2011, estão enfrentando uma verdadeira via crucis para assegurarem a sua vaga na Universidade de Brasília. E toda essa reviravolta é consequência direta de uma mudança (ou manobra??) no Conselho de Educação do Distrito Federal, efetuada no final do ano passado, motivada por um processo encabeçado pelos representantes de uma conhecida instituição particular de ensino de Brasília. Como a própria Leísa afirma em seu desabafo, esta é uma boa causa para se revoltar e se brigar. Acompanhe abaixo a íntegra.


Queridos alunos e colegas!

Estou revoltada com a mudança que o Conselho de Educação do DF publicou no final do ano de 2010 modificando a redação da lei que aprovava por merecimento os alunos que passaram no vestibular no meio do ano. O Chicão no primeiro semestre desse ano de 2011 levou 2 alunos (pelo menos é o que eu sei) para a UnB. O aluno Rhenan Reis do 3º ano A passou para Enfermagem e o aluno José Rosil do 3º ano C passou no vestibular para Agronomia. Passaram, mas, estão tendo que recorrer à Justiça com Mandato de Segurança para terem os seus direitos assegurados de entrar na Universidade de Brasília.

A antiga lei (Resolução 1\2009 em seu artigo 151) determinava que os alunos poderiam ter avanço de estudos se tivesse notas acima de 8 em todas as disciplinas e se o Conselho de Classe de Professores julgasse por bem aprovar os alunos antes de terminar o ano. Agora, mesmo tendo notas boas e o conselho e a direção da escola se posicionando a favor, o aluno tem que ter concluido 75% de presença no curso. Ora, se o aluno dormiu em 75% curso e passou na UnB ele estará apto segundo o Conselho de Educação para assumir sua vaga na UnB, porque o que conta não é mais a produtividade do aluno e sim as horas\aulas que frequentou. 800 alunos estão prejudicados por essa resolução no DF, todos, nesse exato momento às voltas com a justiça que é LENTA, como todos sabem. Mas, os alunos endinheirados do DF, principalmente o das escolas particulares estão literalmente comprando seus diplomas no CETEB, pela quantia de R$ 2.000,00. Ouvi até sugestões do tipo: a Escola pode fazer uma "vaquinha" para comprar o diploma para os meninos.

Além da escola não ter mais autonomia para julgar se os alunos estão aptos para ir para a UnB, ainda temos que "arrumar um jeitinho para burlar a lei". Cadê a DRE, a Secretaria de Estado de Educação para se insurgir contra essa barbaridade????? E o pior, saibam que essa resolução do Conselho de Educação é um parecer à favor do processo nº 410.000425\2011 cujo principal interessado é o Colégio Galois que se sentia prejudicado porque seus alunos deixavam de pagar pelo menos 6 meses de mensalidades quando passavam no vestibular na metade do ano. Os gestores financeiros do Galois se sentem prejudicados e quem paga o "pato" já que não pode pagar o CETEB é o aluno da escola pública. Alunos, acho que essa é uma boa causa para se brigar e se revoltar.

Leisa Sasso (Diretora CED São Francisco, São Sebastião-DF)

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