14 de julho de 2020

Coleta seletiva inclusiva: uma ideia sustentável


Reciclar é preciso. Principalmente em tempos onde reinam o consumismo desenfreado e a degradação da natureza devido à má destinação dos diversos tipos de materiais no meio ambiente.

Esse tipo de comportamento tem ameaçado a sustentabilidade em todo o planeta, não por conta da cultura da desinformação. Mas por pura falta de educação, responsabilidade e consciência socioambiental, práticas que deveriam começar a partir do ambiente de nossas próprias casas.

Instituição formada pela união de famílias de catadores de São Sebastião, a Cooperativa Ecolimpo é pioneira na implementação da coleta seletiva inclusiva na cidade. A instituição também desenvolve ações de reciclagem e trabalha na perspectiva da valorização do catador.

Com a ajuda de alguns poucos voluntários, João Ildebrando Santana, coordenador da cooperativa, faz um trabalho itinerante para incentivar as pessoas a separarem o lixo seco do orgânico para depois proceder a triagem dos materiais que serão reciclados e transformados em novos objetos. O trabalho é feito em um galpão localizado no bairro Bom Sucesso (Pró-DF). Otimista, o sonho de Santana é fazer com que mais parceiros da cidade, como instituições sociais, escolas e comerciantes abracem o projeto.

No intuito de oferecer a melhor destinação final à inesgotável quantidade de resíduos sólidos, seu Santana e seus auxiliares não medem esforços para tentar conscientizar a população e tornar a cidade mais limpa.

"O objetivo da coleta seletiva domiciliar consiste em tirar das ruas justamente os resíduos passíveis de reciclagem. A nossa ideia é não apenas realizar a coleta, mas principalmente dar um destino ecologicamente correta para ela", explica. 

Para incentivar a comunidade a aderir à coleta seletiva e transformar a mesma numa prática cotidiana, Edvânia e Júnior, mobilizadores da cooperativa, gravaram uma mensagem especialmente para você, leitor amigo. Confira.




Para mais informações sobre os dias locais e horários da coleta seletiva, confira a tabela a seguir.





Por Franco Neri

24 de junho de 2020

Ode à São Sebastião

(Por ocasião da celebração dos seus vinte e sete anos)


                                 

Lugar antigo, cidade das mais novas!
Cidade Sua, cidade Nossa.

Casa de quem dela se fez morador
E em suas terras o sonho e o amor plantou!

Celeiro da nova capital da pátria.
Mãe acolhedora dos filhos vindos aos montes
Dos diversos quatro cantos deste país.

Terra remanescente de tempos de opressão à vida.
Dos tempos dos irmãos oprimidos e acorrentados
Tempos de liberdade açoitada e usurpada!
Raízes vivas ainda dos irmãos d`África.

Ontem, olarias e cerâmicas, base e substância da jovem cidade
A suprir a demanda do sonho elevado de JK e da nação.
E eis as atividades dos nossos grandes pioneiros:
Sonhos, ideais, aspirações, esperanças e amor depositados, misturados e entrelaçados num só corpo, numa única massa, numa só alma
De cada tijolo que erguia e dava vida à nova capital !

Tião Areia, Homem das Minas Gerais
De Patos para o Planalto Central, e mais
Homem de sólido sonho e coragem latente!
Mineiro esperançoso e de vasta fé, minha gente!

Ontem, sua nascente Agrovila... (Ah, que vila!)
Paraíso perdido de verdes eucaliptos a despontarem
E preencherem os olhos de vivaz e natural beleza
De estradas de piçarra e barro vermelho
Das grutas límpidas e córregos nascentes
E do cheiro de terra preta molhada...

Uma cidade verde por dentro e por fora!
Com ares de interior a resguardar um pouco
Da cara e da vida do povo brasileiro.

Hoje, a nossa São Sebastião.
Cidade minha, cidade sua e do Tião.
Satélite cosmopolita filha da capital.
Lugar de gente daqui, dali e d´acolá.
Diversa e plural em tudo o que nela vive e há.

Esta é a cidade...
Ontem, exportadora de areia e tijolo
Hoje, celeiro rico exportador de sonhos e cultura
Afrobrasileira para Brasília – Brasil – Mundo!
Glória e vida a ti, Ó cidade de São Sebastião,
Tu que és a cidade a que um dia me apresentei
E para sempre me presenteei.

Francisco Neri

Rede de Solidariedade entrega mais de 700 cestas básicas para vítimas econômicas da Covid-19 no DF

No mês de maio, a Rede de Solidariedade atendeu 736 famílias do Distrito Federal em situação de vulnerabilidade social, que tiveram a imposição de um cenário ainda mais difícil diante da pandemia do novo coronavírus. O objetivo da rede, formado por militantes de várias causas sociais e políticas, é conseguir ampliar para pelo menos 1 mil o número de famílias beneficiadas no próximo mês de junho.
“Neste momento de crise, com a ausência de um Estado forte, a sociedade se mobiliza para salvar vidas e garantir pelo menos a alimentação básica de quem precisa. Ao mesmo tempo em que pressionamos a promoção e aplicação de políticas públicas eficientes, atuamos para não deixar vazio o prato de quem mais precisa. Estamos falando de vidas, não podemos esperar!”, afirma Hellen Frida, uma das organizadoras da Rede de Solidariedade.
Além de alimentos, são entregues às famílias produtos de higiene pessoal, materiais de prevenção contra a Covid-19, como máscaras, e informativos sobre o combate à violência contra as mulheres. Todo material é adquirido através de doações.
“A entrega sai de um mercado local, no Recanto das Emas, e vai em carros de pessoas solidárias até as cidades beneficiadas. Todo mundo com máscaras, álcool gel e todos cuidados necessários”, conta Hellen Frida.
São 20 cidades beneficiadas, como São Sebastião, Sol Nascente, Estrutural, Samambaia, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Santa Maria, Paranoá e Itapoã. Também receberam doações comunidades rurais e comunidades escolares da periferia. Desde o início das ações de solidariedade, foram entregues 1.286 cestas básicas, mais de 3.000 máscaras e cerca de 10.000 informativos sobre o combate à violência contra as mulheres.
Como ajudarDoações via depósito bancário: envie o comprovante para o zap (61) 99967.1676 – Hellen Frida
Banco do Brasil – Agência: 3599-8 / Conta corrente: 40.777-1 Centro de Estudos e Assessoria – CEA
CNPJ: 01.746.741/0001-89
BRB – Conta Poupança/ Agência: 037 – Asa Sul/ Conta: 037-025.238-1/ Centro de Estudos e Assessoria – CEA
CNPJ: 01.746.741/0001-89
Alimentos e materiais de limpeza e higiene podem ser entregues nos seguintes endereços:
Espaço Urbanos GUARA 2 – QE 13, conjunto 13. Telefone: (61) 99272.9011 – Falar com Expedito.


6 de setembro de 2019

ONGs denunciam enfraquecimento da proteção da Amazônia com governo Bolsonaro

Especialistas alertam que mesmo após desastre das queimadas, governo não tomou nenhuma medida concreta a longo prazo. E parece incentivar destruição do bioma

Publicado por Redação RBA 05/09/2019 14:31 



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ARQUIVO EBC
"Não é exatamente que o governo não faz nada, ele incentiva essa situação, por exemplo desautoriza operações do Ibama, persegue fiscais do ICMBio, coloca culpa em ONGs, em indígenas", ironiza Marcio Astrini
São Paulo – Nesta quinta-feira (5), em que se celebra do Dia da Amazônia, Organizações Não-Governamentais (ONGs) denunciam que o governo de Jair Bolsonaro, mesmo após todo escândalo internacional sobre o aumento de focos de incêndio e queimadas no bioma, não apresentou nenhuma medida concreta de combate ao desmatamento. “O máximo que fez foi enviar o Exército para estancar uma sangria, e tem data, o Exército em algum momento sai de lá”, afirma o coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil, Márcio Astrini.
Em entrevista à repórter Larissa Bohrer, da Rádio Brasil Atual, o coordenador destaca que, ao contrário, o governo Bolsonaro parece enfraquecer institucionalmente a proteção dessa que é a floresta com fauna e flora mais rica do planeta.
“Não é exatamente que o governo não faz nada, ele incentiva essa situação, por exemplo desautoriza operações do Ibama, persegue fiscais do ICMBio, coloca culpa em ONGs, em indígenas, diz que vai abrir terras indígenas para mineração e agropecuária, há todo momento o governo tá fazendo declarações ou tomando atitudes que vão criando um quadro contra a floresta. O crime ambiental, que está instalado, já entendeu o recado e está agindo, infelizmente a ação deles resulta nisso que a gente está vendo, muito fogo e destruição da Amazônia”, adverte Astrini.

Ouça reportagem sobre Dia da Amazonia na Rádio Brasil Atual

Dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) sobre a taxa de desmatamento da Amazônia, mostram um corte de 1.209 quilômetros quadrados em julho, o mais alto índice de desmatamento em um mês desde 2015, também 102% maior do que o observado no mesmo período do ano passado.
Especialista em biodiversidade do Instituto Socioambiental (ISA) Nurit Bensusan observa que não é apenas a biodiversidade, as espécies, os povos indígenas e comunidades locais que perdem com o enfraquecimento da Amazônia. “Esse são os impactos mais imediatos”, ressalta. “Mas tem mudanças climáticas locais que podem afetar a qualidade de vida das pessoas, a disponibilidade e qualidade de água, temos várias capitais que passaram por graves crises hídricas, São Paulo e Brasília são exemplos. E essa situação pode se agravar muito a curto prazo com a destruição da Amazônia, mas você também tem todo um prejuízo para a agricultura e o agronegócio brasileiro que dependem muito do regime de chuvas”, analisa Nurit.
Mas, apesar desses efeitos da crise ambiental e suas proporções, o coordenador de políticas públicas do Greenpeace destaca que a mobilização da sociedade civil em torno da defesa do bioma deve ser celebrada neste Dia da Amazônia. “A vigilância sobre a Amazônia ela tem de ser constante, isso é um patrimônio nosso, dos brasileiros, cabe a nós cuidar dessa floresta, é por isso que é tão importante as pessoas se mobilizarem e estarem atentas ao que está acontecendo”, destaca Astrini.





DIA DE LUTA

Atos nesta quinta-feira em várias cidades do país exigem a preservação da Amazônia

“Se nós queremos falar de conservação da Amazônia, é fundamental nós dizermos quem está atacando e destruindo os nossos territórios”, diz líder do MST
  07:31
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ESA / NASA – L. PARMITANO
Foto feita por astronauta da Nasa, em 24 de agosto, mostra a floresta amazônica tomada por incêndios
São Paulo – Se em anos anteriores, o Dia da Amazônia, 5 de setembro, passou despercebido, desta vez será diferente. Não por um motivo nobre, mas graças à crise ambiental em que o governo Bolsonaro jogou o país, com suas declarações contra as medidas ambientais, o que foi um “acendedor” das queimadas na região da floresta.
Nesta quinta-feira (5), são realizados atos em várias cidades do país contra a destruição da floresta. Haverá caminhadas e panfletagens. A atividade também vai questionar o impacto de grandes obras para os povos tradicionais (veja agenda abaixo).
Antecipando-se à data, o plenário da Câmara dos Deputados promoveu uma comissão geral na manhã desta quarta-feira (4) para debater a preservação e a proteção da Amazônia. Um dos destaques da sessão foi a fala do membro da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Luiz Zarref.
“Se nós queremos falar de conservação da Amazônia, é fundamental nós dizermos quem está atacando e destruindo os nossos territórios. Tem nome. Quem está em cima do trator puxando o correntão é o agronegócio. Quem está nas dragas, destruindo os nossos territórios é a indústria da mineração. São os megaprojetos de logística para roubar os nossos minérios, a nossa biodiversidade, que estão destruindo a Amazônia”, afirmou.
“As queimadas que nós estamos vendo são uma etapa de um processo que já vem de quatro anos, de violência, de destruição dos nossos territórios, de grilagem de terra, de desmatamento. E depois que passar a temporada dessas queimadas históricas e recordes, mais violência virá, portanto, é fundamental que nós digamos quem são os responsáveis e quem estimula esses responsáveis, que é o governo Bolsonaro”, disse ainda.
No Amapá, a mobilização será no município de Ferreira Gomes. A proposta, segundo Moroni Bemuyal Guimarães, representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), é dialogar com secretarias do estado, escolas, representações indígenas e o sindicato dos servidores federais.
“O Amapá é o estado mais preservado entre aspas. O agronegócio está chegando com tudo aqui e nós temos quatro hidrelétricas que também vieram causar um grande estrago, principalmente as nossas populações ribeirinhas, pescadores, quilombolas e também ameaçando as nossas comunidades indígenas”, alerta.
Frede Rênero, da coordenação do MAB de Itaituba, no Pará, afirma que os ciclos econômicos de exploração da floresta não trouxeram benefícios para seus habitantes.
“Fazer um ato em defesa da Amazônia é muito importante, considerando os vários ciclos econômicos que essa região já viveu, que retiraram o direito do povo dessa região, e que de fato não melhoraram a vida do povo. A vida dessas populações está em risco, porque em grande parte nós dependemos da floresta, dependemos da Amazônia para sobreviver”.
Segundo Rênero, os projetos para a Amazônia serviriam apenas aos interesses de grandes grupos econômicos.
“Uma coisa é importante: a gente ajudar a população a refletir, porque a Amazônia tem que servir para melhorar a vida do povo e que ela não tem que servir para melhorar a vida de alguns, que em grande parte são os banqueiros, os grandes fazendeiros, as grandes corporações que têm se apossado e se apropriado do território com o intuito de explorar a cada vez mais encher os bolsos de dinheiro”, afirma.
Os atos estão confirmadas quatro cidades do Pará (Belém, Itaituba, Altamira e Marabá); em três do Ceará ( Fortaleza, Caucaia e Jaguaribara); em Manaus (AM), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Brasília m(DF) e São Paulo e Eldorado (SP).
Programação
Belém do Pará 
17h às 20h – Mercado de São Brás
Ato político com exposição e apresentação de grupos populares, incluindo o Batuque das Marias e outros grupos. Às 20h, haverá caminhada até o Museu Emílio Goeldi, com abraço simbólico à instituição
Itaituba – Pará, dias 5, 6 e 7
15h – Auditório do Sintepp
Aula pública no dia 5, seguida de panfletagem no caminho da avenida Getúlio Vargas, onde será realizado o desfile da Semana da Pátria. No dia 6, a programação será no instituto Federal do Pará (IFPA). No dia 7, em articulação com a Igreja católica, haverá um apelo à questão da água potável e da sua importância para a Amazônia.
Marabá – Pará
19h – Vila do Espírito Santo
Ato ecumênico.
Altamira – Pará 
8h – Praça da Bíblia
O ato terá participação de ativistas, organizações populares, professores e estudantes universitários, com aula pública na avenida Pedro Gomes.
Ferreira Gomes – Amapá 
8h – Praça do bairro da Montanha
Ato com organizações ambientais, estudantis e da juventude, movimento sindical, entidades religiosas, pescadores, ribeirinhos, quilombolas e artistas.
Presidente Figueiredo – Amazonas 
Vila de Balbina – horário ainda não definido
Porto Alegre – Rio Grande do Sul 
17h – Esquina democrática
São Paulo – Capital, dia 5
17h – Na Praça da República
Na capital paulista, o evento se une a III Marcha das Mulheres Indígenas.
Eldorado – São Paulo 
9h às 12h – No quilombo do Sapatu.
Brasília – Distrito Federal 
17h – Concentração na Rodoviária do Plano Piloto às 17h e caminhada até o Ministério do Meio Ambiente
*Com informações do Brasil de Fato


18 de dezembro de 2018

Em flagrante gaiatice, distrital Lira turbina salários de servidores


deputado distrital Lira (PHS) usou verba pública para distribuir dinheiro a funcionários de seu gabinete. O político se valeu de uma manobra aparentemente lícita para turbinar os contracheques de pelo menos seis servidores comissionados.

deputado distrital Lira (PHS) usou verba pública para distribuir dinheiro a funcionários de seu gabinete. O político se valeu de uma manobra aparentemente lícita para turbinar os contracheques de pelo menos seis servidores comissionados.
A operação ocorreu entre julho e agosto deste ano, um mês antes do início da campanha eleitoral.
Por determinação expressa do parlamentar, meia dúzia de funcionários tiveram upgrades incríveis em suas remunerações, até então medianas.

Em um dos casos, por exemplo, Fernando Antônio de Oliveira recebeu líquido, em julho, o valor de R$ 4.839,37. No contracheque seguinte, esse mesmo funcionário viu a cifra saltar para R$ 92.082,73, um aumento de quase 2.000%.
Fernando ocupava um cargo CL-3 (R$ 4.527,40) e passou a exercer função de CNE-1, com salário de R$ 12.257,77, três vezes maior que o de seu posto de origem.
O que justifica a bolada extraordinária em sua conta de um mês para o outro é que Fernando foi promovido para, imediatamente em seguida, ser exonerado. Só que o Recursos Humanos da Câmara Legislativa, ao calcular os benefícios decorrentes de uma rescisão, como férias não gozadas e 13º salário, usa como referência o último vencimento. E, neste caso específico, o servidor tinha três férias acumuladas.
O distrital adotou o mesmo modus operandi para “premiar” outros cinco servidores. Primeiro, deu uma promoção substantiva ao funcionário e, em seguida, o demitiu. Somadas, as rescisões dos seis servidores chegaram a R$ 385.845,07.
No caso de Lucas Rodrigues de Freitas, o funcionário recebeu, em julho, salário líquido de R$ 3.728,02. Em agosto, o depósito em sua conta referente a salários e benefícios foi de R$ 61.684,78, ou seja, 16 vezes mais dinheiro em um espaço de 30 dias.
Farra com verba pública
Acomodado no gabinete de Lira, o ex-administrador de São Sebastião Jean Duarte de Carvalho também pegou o trem da alegria promovido pelo distrital. Recebeu R$ 65.850,18 em agosto, oito vezes mais que o valor que lhe foi pago no mês anterior (R$ 8.001,44). Jean ocupou o cargo de administrador, no início do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), por indicação do parlamentar.

Também sobrou generosidade com o dinheiro público para o segurança parlamentar Francisco Tácio Araújo da Silva. Embora lotado no gabinete desde 2015, Lira resolveu premiá-lo faltando quatro meses para o fim do mandato e a apenas 30 dias das eleições. O servidor recebia R$ 6.900,54 e passou a ganhar R$ 7.245,55. Avançou um cargo, o suficiente para, com a rescisão, levar a bolada de R$ 27.773,59.
Duas funcionárias ainda tiveram os salários anabolizados na repentina boa ação de Lira: Janaína de Souza Aguiar Lopes levou em agosto rescisão de R$ 69.924,38, e Rayanne Raquel de Souza Almeida recebeu, no mesmo período, R$ 58.529,41.
Cada parlamentar tem direito ao uso de até R$ 219.213,52 para pagar salários de seus comissionados em gabinete, e as rescisões não entram nesse teto. Portanto, em apenas um mês, o gabinete do deputado gerou uma despesa de mais de meio milhão de reais (R$ 541.113,11) apenas com pagamento de salários.
Lira multiplicou salários, mas não seu resultado nas urnas. Teve um dos desempenhos mais sofríveis entre os candidatos à reeleição derrotados: reuniu apenas 3.061 votos.
Outro lado
Os seis servidores foram procurados pela reportagem, dos quais quatro preferiram não comentar o assunto e os outros dois não foram localizados.

Lira disse à Grande Angular que todos os servidores promovidos foram demitidos porque trabalhariam em seu projeto de reeleição. “Não me senti à vontade para fazer uma campanha na rua com pessoas recebendo salários pela CLDF. Me recusei a usar dinheiro público”, afirmou o distrital.
Sobre as promoções expressivas que antecederam as exonerações e geraram polpudas rescisões, Lira disse que foi “reconhecimento pelos serviços prestados”. Essa graça toda, na melhor das hipóteses, com dinheiro do contribuinte brasiliense.

27 de novembro de 2018

Vem aí a segunda edição da FLIB - Feira Literária da Biblioteca do Bosque


A FLIB traz para essa 2ª edição, na sexta-feira, dia 01 de dezembro, uma roda de conversa denominada Palavra Viva com o tema Caminhos literários: da fala à escrita! com os artistas José Rezende Jr, Francisco Alves e MC Boka conduzida por devana babu e Isaac Mendes.

Processo criativo, importância da literatura na formação de crianças, jovens e adultos e desafios para formação de novos leitores serão alguns dos assuntos debatidos, bem como as dificuldades dos autores inerentes ao próprio trabalho de escrita, publicação e difusão.

A segunda edição da Feira Literária da Biblioteca do Bosque de São Sebastião (Flib) leva ao público atrações culturais nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro. Literatura e música ocupam o espaço público em evento gratuito que tem por objetivo incentivar a leitura, principalmente na infância. 

Na programação, música, poesia, teatro, palhaçaria e contação de histórias.
As atividades começam na sexta-feira (30) e no sábado (1) às 14h.

Sobre José Rezende Jr: http://www.joserezendejr.jor.br/

Sobre Francisco Alves: https://www.facebook.com/aluadoalves


Serviço:


2ª Feira Literária da Biblioteca do Bosque de São Sebastião

Onde? Biblioteca Comunitária do Bosque (Av. 2, Q 18 cs 16, residencial do Bosque, São Sebastião)

Quando? Sexta (30/11), e sábado (1/12)

Entrada franca. 

Classificação indicativa livre.  

28 de junho de 2018

Comunidade exige a manutenção da UBS da Vila do Boa




Os moradores da Vila do Boa, em São Sebastião-DF, correm o grande risco de perderem a Unidade Básica de Saúde.

Devido a falhas graves de gestão da Secretaria de Saúde do DF, a comunidade pode perder o único equipamento público de saúde que atende a população do bairro. Segundo informações, o contrato de aluguel do estabelecimento está vencido e a proprietária do imóvel não tem mais interesse em renovar o mesmo devido à burocracia estatal e inadimplência do órgão.

Funcionando provisoriamente e de forma precária há 13 anos no mesmo local, a UBS chega a realizar em média 1.300 (mil e trezentos) atendimentos por mês.

De acordo com os moradores, a Secretaria de Saúde já dispõe de área na Vila do Boa para a construção da UBS, há pelo menos uns 5 anos.

Agora, com o contrato de aluguel vencido e como a Secretaria não conseguiu buscar outro imóvel para alugar, a UBS e sua equipe de profissionais podem vir a ser transferidos para o espaço onde funcionava a antiga sede do TRE, no bairro Centro, próximo ao CAIC UNESCO.

Com isso, crianças, mulheres e idosos serão os mais prejudicados, que terão que buscar atendimento no centro da cidade e tendo que arcar com a tarifa abusiva do transporte coletivo.

O que a comunidade exige, neste momento, é que a Secretaria de Saúde resolva tão logo essa situação. Que mantenha a UBS na Vila do Boa, nem que para isso tenha que buscar outro imóvel para alugar no bairro. Mas a comunidade também exige que a secretaria fuja da burocracia estatal e construa com urgência a UBS definitiva no local.

Para Maria Lúcia, moradora e vice-presidente da Prefeitura Comunitária do bairro, "é inaceitável que se retire a UBS da Vila do Boa. A população não pode ser prejudicada ao ponto de ser obrigada a se deslocar para longas distâncias. Seria de uma irresponsabilidade tamanha com a comunidade", destacou.

Sobre as UBSs

As UBSs constituem a principal porta de entrada e centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde. O principal objetivo dessas unidades é desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas. Além de atuar nas situações determinantes e condicionantes de saúde das coletividades.

Geralmente, são instaladas próximo onde as pessoas moram, com isso, desempenha um papel central na garantia de acesso à população a uma atenção à saúde de qualidade. A unidade também está apta para o atendimento emergencial de pacientes com menor complexidade de urgência, sem risco de morte.

Para assinar a petição que defende a manutenção da UBS da Vila do Boa no local onde atualmente funciona, clique no link a seguir.

https://www.change.org/p/governo-do-distrito-federal-e-secretaria-de-sa%C3%BAde-pela-manuten%C3%A7%C3%A3o-da-unidade-b%C3%A1sica-de-sa%C3%BAde-da-vila-do-boa

Coleta seletiva inclusiva: uma ideia sustentável

Reciclar é preciso. Principalmente em tempos onde reinam o consumismo desenfreado e a degradação da natureza devido à má destinação dos d...