Bancos de currículos gratuitos ajudam no ingresso ao mercado de trabalho


Em redes interligadas, empregadores podem conferir as referências dos profissionais e contratá-los
Gustavo Moreno/CB/D.A Press
Depois de duas entrevistas, Maria do Socorro conquistou uma vaga em uma rede de farmácias

Quem tenta encontrar um emprego deve procurar no lugar certo. Para não perder tempo e aumentar as chances de ser contratado, o ideal é que uma grande variedade de vagas disponíveis no mercado estejam em apenas um lugar. Se o serviço for de graça, melhor ainda. É justamente isso que fazem as agências do trabalhador. Em seu Sistema Nacional de Emprego (Sine), elas possuem as informações profissionais de todos os cadastrados e as encaminham para as oportunidades que correspondem ao perfil de cada um. Como todos os postos de atendimento são interligados, o interessado pode se dirigir ao mais próximo de casa (para a lista completa, acesse o www.trabalho.gov.br), portando Carteira de Identidade, CPF e carteira de trabalho.

Para melhorar, algumas agências recolhem currículos daqueles que já possuem cadastro no Sine. Esses documentos ficarão armazenados, mantendo as informações dos interessados para novas vagas atualizadas. Para quem entrega os dados profissionais impressos e faz parte deste banco, as chances de ser chamado são maiores. Segundo o secretário de Trabalho do GDF, Glauco Rojas Ivo, "O banco de currículos é uma alternativa ao cadastro que muitas vezes pode estar desatualizado. É uma ajuda ao trabalhador". Para ser incluído, o interessado deve ir até uma agência e entregar os papéis pessoalmente ao atendente presente no local.

Teunísio de Souza, chefe de captação de vagas da Agência Brasília, explica que o procedimento funciona como uma conversa. "A pessoa vem com os documentos necessários e me fala no que está interessada. Ao mesmo tempo em que vou colocando ela no cadastro, vou oferecendo vagas", conta. Ele calcula que o processo não demore mais do que 25 minutos.

Isso aconteceu com Maria do Socorro Diniz, 23 anos. Natural do Maranhão, a técnica em enfermagem chegou à capital do país no começo deste ano em busca de um emprego. Depois de três meses de procura, ouviu falar desse serviço: "Uma amiga me contou que isso existia e resolvi me inscrever". Lá, encontrou Teunísio, que realizou o seu cadastro. Ao finalizá-lo, foi inscrita no processo seletivo de uma rede de farmácias. Depois de duas entrevistas e uma prova, foi escolhida para a posição. Antes de tentar com Teunísio, Maria havia deixado currículos em diversas clínicas, sem sucesso.

Para quem não consegue uma oportunidade logo de cara, há algumas dicas que podem melhorar as chances. De acordo com o chefe de captação de vagas, o mais importante é manter o cadastro e o currículo sempre atualizados. "Se mudar o número de contato, fizer algum curso de qualificação ou qualquer outra mudança, tem de vir aqui e mudar", esclarece o funcionário da Agência. Outra ação importante para quem procura um emprego é estar sempre atento às novas vagas abertas. Para isso, é bom ligar para alguma agência e cobrar. Isso é relevante porque, segundo Glauco, apenas três nomes são encaminhados para cada oportunidade e a seleção entre eles fica a cargo da empresa.

Além da agência
Uma outra possibilidade é a oferecida pelo Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista). Eles possuem um balcão de empregos para profissionais da área. O serviço, que existe há 10 anos, conta com quase mil inscritos a espera de um trabalho e já empregou 6,8 mil pessoas no último trimestre de 2010. Para se inscrever, basta levar uma cópia do currículo à sede do sindicato, localizado no setor comercial sul, ou mandá-lo pela internet no www.sindivarejista.com.br.

Na web há também sítios que reúnem empregadores e profissionais em busca de uma oportunidade. Eles disponiblizam o currículo de pessoas dos mais diversos setores e níveis de escolaridade e servem de ponte entre o contratante e o empregado. Entre as possibilidades, estão duas opções interessantes (e gratuitas): a do Banco Nacional de Empregos (BNE, www.bne.com.br) e a doInfojobs (www.infojobs.com.br).

O BNE existe há 15 anos e disponibiliza em torno de 3,6 milhões de currículos em seu site, que é utilizado por mais de 65 mil empresas. Nele, há uma modalidade paga, onde o usuário tem direito a uma revisão de seu currículo e recebe informações sobre as vagas disponíveis em seu celular via SMS. Já o Infojobs é uma empresa espanhola que desembarcou na internet brasileira em 2003. Ele funciona de forma parecida ao BNE, mas não possui versão paga. Diante de tantas alternativas, o importante para quem busca um emprego é estar no lugar certo, na hora certa. Deixando o currículo disponível em toda a rede é possível ser visto por diversos empregadores e conquistar a tão sonhada oportunidade.
Saiba mais

Ao ir a uma agência do trabalhador para realizar o cadastro, é necessário que o profissional leve os documentos descritos abaixo:

» Carteira de Identidade (RG)
» Cadastro de Pessoa Física (CPF)
» Carteira de Trabalho
» Comprovante de residência
» Comprovante de escolaridade
(se possuir)

*A agência não fica com nenhum documento e não tira cópia deles.

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